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TSMC eleva projeções após lucro disparar apesar das tensões no Oriente Médio

16 abr 2026, 11:35 - atualizado em 16 abr 2026, 11:35
TSMC, principal rival da Nvidia e maior fabricante de chips e semicondutores do mundo - Imagem: Divulgação
TSMC, principal rival da Nvidia e maior fabricante de chips e semicondutores do mundo - Imagem: Divulgação

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) divulgou lucro acima do esperado e elevou sua projeção de receita para o ano, sinalizando que a forte demanda por chips de inteligência artificial continua apesar das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

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A maior fabricante de chips sob contrato do mundo, fornecedora crucial para gigantes de tecnologia como Nvidia (NVDA) e Apple (AAPL), agora espera crescimento anual de receita de mais de 30%, ante a projeção anterior de cerca de 30% em dólares americanos.

Para o trimestre atual, a TSMC (TSMC34) previu receita entre US$ 39 bilhões e US$ 40,2 bilhões, o que seria um novo recorde.

A maior empresa de Taiwan também disse que espera que o investimento de capital fique na faixa superior de sua previsão de gastos entre US$ 52 bilhões e US$ 56 bilhões, ressaltando sua confiança no futuro da IA.

“A demanda continua robusta”, disse o presidente do conselho e CEO da TSMC, C.C. Wei, nesta quinta-feira, 16, citando consultas com clientes. “Eles nos deram uma perspectiva muito positiva.”

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A melhora da projeção e o plano de investimento da TSMC mostram que a demanda por chips de IA não foi afetada pelo conflito no Oriente Médio e pela consequente interrupção no fornecimento de energia.

“As empresas que buscam expandir a infraestrutura de IA não estão reduzindo os gastos. Pelo contrário, estão acelerando”, disse Josh Gilbert, analista de mercado da eToro.

Investidores temiam que tensões prolongadas no Oriente Médio pudessem colocar as linhas de produção da TSMC em risco, já que Taiwan depende fortemente de combustível importado para geração de eletricidade, e a fabricação avançada de chips consome muita energia.

Além disso, interrupções no Catar já cortaram cerca de um terço do fornecimento mundial de hélio, um subproduto da produção de gás natural usado como refrigerante na produção de chips de alto desempenho.

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Na semana passada, Cliff Hou, vice-presidente sênior da TSMC e presidente da Associação da Indústria de Semicondutores de Taiwan, pediu que Taiwan aumente as reservas estratégicas e diversifique os canais de compra de hélio e gás natural para garantir um fornecimento estável.

O diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, buscou nesta quinta dissipar preocupações sobre escassez de combustível, dizendo que a empresa não espera interrupção da produção no curto prazo, já que Taiwan garantiu suprimentos suficientes de gás natural liquefeito ao menos até maio.

Huang afirmou que a empresa também está comprando gases especiais, como hélio e hidrogênio, de diversos fornecedores e regiões, acrescentando que isso tampouco terá impacto relevante na produção de chips.

No primeiro trimestre, o lucro líquido da TSMC disparou 58%, para 572,48 bilhões de dólares taiwaneses, o equivalente a US$ 18,12 bilhões, acima das expectativas do mercado. A receita saltou 35%, para o recorde de 1,134 trilhão de dólares taiwaneses.

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A margem bruta subiu para 66,2%, alta de 7,4 pontos porcentuais em relação ao ano anterior, mostrando que a TSMC é mais do que capaz de compensar pressões de custo com a demanda elevada.

As ações da TSMC ficaram voláteis nos primeiros meses do ano, refletindo a incerteza causada pela guerra no Irã. O papel listado em Taipé subiu mais de 25% em janeiro e fevereiro, impulsionado pela melhora do sentimento em torno de um plano robusto de gastos, mas devolveu cerca de metade desses ganhos em março, após o início do conflito no Oriente Médio.

As ações da TSMC se recuperaram desde então, fechando em nova máxima nesta quinta-feira, à medida que ações de tecnologia subiram de forma ampla diante da perspectiva de um acordo de paz entre EUA e Irã que reabra a vital rota marítima do Estreito de Ormuz.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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