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Usiminas (USIM5): Resultado surpreende positivamente e ações disparam mais de 6%

24 abr 2026, 11:34 - atualizado em 24 abr 2026, 11:34
usiminas
(Imagem: REUTERS/Alexandre Mota)

As ações da Usiminas (USIM5) sobem forte no início do pregão desta sexta-feira (24), após a companhia, mais cedo, ter aberto a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 (1T26) com lucro líquido de R$ 896,1 milhões no 1T26, um salto de 596% na comparação com o 4T25 e de 166% em base anual.

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O período foi marcado por forte recuperação na siderurgia — que mais do que compensou a fraqueza da mineração .

Na visão de analistas, o resultado veio acima das expectativas justamente por essa dinâmica. Para o Itaú BBA, liderado por Daniel Sasson, o EBITDA veio acima das estimativas, impulsionado principalmente pela divisão de aço, com melhora relevante de custos e preços realizados, além de um mix mais favorável”.

O Safra, sob cobertura de Ricardo Monegaglia, reforçou a leitura. “o desempenho de aço foi impulsionado por preços mais altos e redução de custos caixa, mais do que compensando a queda de volumes”, traz o relatório do banco.

Já a Eleven, liderada por Fernando Siqueira, resume: “a recuperação da siderurgia mais do que compensou a fraqueza da mineração”.

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A receita líquida somou R$ 5,87 bilhões, queda de 5% frente ao trimestre anterior e de 14% na comparação anual .

No entanto, apesar da queda do faturamento, o destaque ficou para o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado, que atingiu R$ 653,1 milhões, alta de 56% no trimestre, com margem de 11,1%.

Siderurgia da Usiminas é destaque

A melhora operacional da Usiminas foi concentrada na siderurgia. O segmento entregou Ebitda ajustado de R$ 544 milhões, avanço de 140% frente ao 4T25, sustentado por alta de 4,9% na receita por tonelada — refletindo não apenas melhores preços, mas também um mix mais favorável de vendas, com maior participação de segmentos de maior valor agregado — e queda de 1,8% no custo por tonelada, beneficiada pela valorização do real e ganhos de eficiência .

Na leitura dos analistas, esse ponto foi central para o trimestre. O Itaú BBA destaca que “o resultado foi impulsionado por preços mais altos, um mix de vendas mais favorável e menores custos”. Já a Eleven chama atenção para a composição das vendas, com destaque para o aumento da participação do setor automotivo.

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Além do efeito operacional, o trimestre já começa a refletir uma mudança estrutural no setor. As medidas antidumping adotadas no Brasil alteraram a dinâmica competitiva, reduzindo a pressão de importados e abrindo espaço para recuperação gradual de preços e volumes no mercado doméstico, segundo a própria companhia.

Aprovadas em fevereiro, as medidas elevaram o custo do aço importado, especialmente da China, reduzindo a pressão de preços no mercado doméstico. Com isso, o setor espera um reequilíbrio gradual, abrindo espaço para recuperação de preços, volumes e margens das siderúrgicas locais.

As vendas de aço ficaram em 1,007 milhão de toneladas, queda de 7% no trimestre, com forte redução nas exportações .

Mineração segue pressionada

Do outro lado, a mineração seguiu pressionando o consolidado. O segmento registrou Ebitda ajustado de R$ 111 milhões, impactado por queda de volumes, custos mais elevados e menor diluição de despesas fixas .

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As vendas de minério somaram 1,946 milhão de toneladas, recuo de 21% frente ao 4T25, refletindo sazonalidade mais fraca, chuvas intensas e ajustes operacionais que priorizaram áreas mais produtivas .

Segundo o Itaú BBA, os resultados de mineração foram mais fracos, pressionados por menores embarques, custos mais altos e efeitos cambiais”, enquanto o Safra também aponta deterioração de margens com menor diluição de custos.

Resultado

O resultado financeiro foi outro destaque positivo, com ganho de R$ 110 milhões, revertendo perdas do trimestre anterior, impulsionado principalmente por efeitos cambiais .

No caixa, a companhia reportou fluxo de caixa livre positivo de R$ 84 milhões, mesmo com CAPEX de R$ 285 milhões no período . A Usiminas encerrou março com caixa líquido de R$ 391 milhões e alavancagem de -0,20x, reforçando a solidez do balanço .

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Para o segundo trimestre, a companhia projeta Ebitda estável, com preços mais altos no aço compensando pressões de custos, enquanto a mineração deve ter maiores volumes, mas também custos mais elevados .

O Itaú BBA avalia que, apesar do cenário de custos no curto prazo, o ponto de partida mais forte do 1T26 deve levar a revisões positivas ao longo do ano, com potencial de melhora mais relevante a partir do 3T26”.

O Itaú BBA mantém recomendação de outperform (equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 9,00. Já o Safra tem visão mais cautelosa, com underperform e preço-alvo de R$ 7,70, enquanto a Eleven mantém recomendação neutra, citando valuation menos atrativo.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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