Mercados

Ibovespa perde 169 mil pontos com incertezas geopolíticas no radar; dólar sobe a R$ 5,18

08 jun 2026, 17:29 - atualizado em 08 jun 2026, 17:34
ibovespa queda
(Imagem: iStock/hernan4429)

O Ibovespa (IBOV) registrou nova queda, perdendo os 169 mil pontos, em nova rodada de incertezas sobre o conflito no Oriente Médio e temores de uma inflação e Selic mais elevadas ao final de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta segunda-feira (8), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com recuo de 0,21%, aos 168.668,72 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1803, em alta de 0,45%.

Por aqui, o mercado acompanhou a divulgação do Boletim Focus, com a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 avançando pela 13ª semana consecutiva, de 5,09% para 5,11%, acima do teto da meta de inflação (4,5%).

A projeção da Selic para este ano também foi elevada de 13,25% para 13,50% pelos economistas consultados pelo Banco Central (BC).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado acompanhou ainda as falas do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no evento “Brasil de Ideias Mulher – Especial Eleição”, organizado pelo Grupo Voto.

Flávio evitou dar pistas sobre o perfil de seu ministro da Fazenda. Disse que fará o anúncio na hora certa e lembrou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, quando candidato à presidência em 2018, teve que antecipar a divulgação do economista Paulo Guedes como titular da Fazenda por conta da elevada incerteza sobre como seu governo iria comandar a economia.

Segundo ele, o objetivo é formar uma equipe “até melhor” do que a montada pelo ex-presidente.

Altas e quedas do Ibovespa

Diante do sentimento de cautela, as blue chips pressionaram novamente o Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, acompanhou a alta nos preços do petróleo, com o barril do Brent avançando 1,25%, a US$ 94,25 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

PETR3 terminou o dia com alta de 0,72% (R$ 46,04) e PETR4 registrou ganho de 0,81% (R$ 41,22).

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, foi pressionada pelo desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 0,78%, cotado a 759 yuans (US$ 112,18) a tonelada. Além disso, a saída de fluxo estrangeiro também pesou e VALE3 caiu 0,80% (R$ 78,07).

A ponta negativa do IBOV, porém, foi liderada pela MRV (MRVE3), com recuo de 4,64% (R$ 5,34), devido ao avanço dos juros futuros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a ponta positiva foi encabeçada por WEG (WEGE3), que avançou 3,63% (R$ 44,00) em movimento de ajuste técnico após quedas anteriores.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

O temor de uma escalada, no entanto, foi reduzido após relatos de que Israel suspendeu ataques ao Irã a pedido do presidente norte-americano, Donald Trump.

Além disso, o chefe da Casa Branca afirmou que Irã e Israel buscam cessar-fogo imediato e que as negociações finais por “paz” estão em andamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,16%, aos 50.786,01 pontos;
  • S&P 500: +0,30%, aos 7.405,73 pontos;
  • Nasdaq: +0,86%, aos 25.929,663 pontos.

Na Europa, os índices fecharam majoritariamente em queda com a guerra no Oriente Médio e a decisão de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) no radar. O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 0,15%, aos 621,73 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em queda diante da troca de ataques entre Israel e Irã. O índice Nikkei, do Japão, caiu 3,85%, os 64.024,60 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 1,22%, aos 24.657,06 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar