Vale Base Metals conclui transação e estabelece nova estrutura de controle para o complexo de Thompson; veja
A Vale (VALE3) anunciou que sua subsidiária Vale Base Metals concluiu a transação que estabelece a Exiro Nickel Company como nova controladora e operadora do Complexo da Mina de Thompson, em Manitoba, no Canadá.
De acordo com o comunicado divulgado nesta sexta-feira (16), pela operação, a Exiro Minerals Corp., a Orion Resource Partners LP e a Canada Growth Fund passam a deter, em conjunto, 81,1% da Exiro Nickel. A Vale, por meio da Vale Canada Limited, mantém participação minoritária de 18,9%.
Todas as aprovações regulatórias e governamentais usuais necessárias para o fechamento da transação já foram obtidas.
Além de preservar sua fatia minoritária, a Vale Base Metals também assinou um contrato plurianual de offtake para o concentrado de níquel produzido na planta de Thompson. Na prática, o acordo garante à companhia o direito de compra de parte da produção do ativo, sem que ela permaneça como controladora da operação.
A empresa afirmou que a transação está alinhada à estratégia da Vale Base Metals de gerir ativamente seu portfólio e criar uma estrutura de controle e investimentos dedicada a Thompson.
Com o fechamento do negócio, a companhia disse encerrar a revisão estratégica das operações do complexo.
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Perspectivas para metais básicos
A subsidiária da Vale de metais básicos poderá responder por mais de 40% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da mineradora nos próximos anos, ante cerca de 30% atualmente, afirmou o presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, na quinta-feira (15), ao falar sobre potencial de crescimento dos negócios de cobre da empresa.
Em entrevista concedida a uma conferência em Londres, Pimenta reiterou que a empresa prevê elevar sua produção de cobre para cerca de 700 mil toneladas até 2035, contra mais de 380 mil toneladas em 2025.
“Continuaremos sendo grandes no minério de ferro; somos o maior produtor mundial e continuaremos sendo… Mas, certamente, a nossa história no cobre crescerá substancialmente nos próximos anos”, afirmou Pimenta, em entrevista durante o evento FT Metals & Mining Summit.
O executivo disse que esse crescimento contará com “uma intensidade de capital muito baixa”, por já contar com ativos com grande potencial em Carajás, no Pará.
*Com informações da Reuters