Vale (VALE3), Rede D’Or (RDOR3), Engie Brasil (EGIE3) e imobiliárias favoritas do JP Morgan e outros destaques desta quinta (11)
A nova usina da Vale (VALE3), o fim do programa de recompra de ações da Rede D’Or São Luiz (RDOR3), a oferta pública de ações da Engie Brasil (EGIE3) e as imobiliárias favoritas do JP Morgan são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (11).
Confira os destaques corporativos
Vale (VALE3) inaugura usina com IA em Minas Gerais e aumenta produtividade em 25%
A Vale (VALE3) inaugurou em Itabira (MG) sua primeira usina de alta tecnologia, com uso de inteligência artificial (IA), após modernizar a planta Conceição 2, alcançando ganho de produtividade de 25% em menos de dois anos de projeto piloto, informou a companhia nesta quarta-feira.
A unidade já está habilitada para produzir 11,2 milhões de toneladas de minério de ferro neste ano, contra 9 milhões de toneladas produzidas em 2024, disse a Vale. A modernização integra automação avançada, monitoramento e uso de inteligência de dados para otimizar mais de 400 variáveis do processo de beneficiamento de minério de ferro.
De acordo com a Vale, a iniciativa também ampliou em 40% a participação do pellet feed de redução direta — produto considerado estratégico para a descarbonização da siderurgia — e melhorou a recuperação mineral, elevando a eficiência operacional.
Rede D’Or (RDOR3) anuncia novo programa de recompra de até R$ 1 bilhão
A Rede D’Or São Luiz (RDOR3) anunciou, por meio de fato relevante, que encerrou seu terceiro programa de recompra de ações, com a aquisição de 14,72 milhões de papéis ordinários, a um custo médio de R$ 36,64 por unidade.
Paralelamente, o conselho de administração da empresa aprovou o cancelamento de 49 milhões de ações mantidas em tesouraria, mas sem redução do capital social, que passa a ser dividido em 2.240.292.590 papéis ordinários.
Engie (EGIE3) aprova oferta de ações e prevê incorporar fatia de R$ 5,7 bilhões na Jirau
A Engie Brasil (EGIE3) aprovou uma oferta pública primária de ações que poderá viabilizar a incorporação de uma participação de 40% na Jirau Energia, avaliada em R$ 5,744 bilhões. A operação tem como objetivo ampliar o portfólio da companhia e captar recursos para investimentos e compromissos financeiros.
A aprovação ocorreu em reunião do conselho de administração nesta quarta-feira (10), mas a conclusão da oferta ainda depende do aval dos acionistas em assembleia geral extraordinária marcada para 2 de julho.
Pela estrutura proposta, a Engie Brasil Participações (EBP), controladora da companhia, poderá integralizar sua parcela na oferta mediante contribuição de bens, por meio da transferência da totalidade de sua participação de 40% na Jirau Energia para a Engie Brasil Energia. Com isso, a companhia passará a deter diretamente essa participação societária na concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau, enquanto a controladora receberá ações de emissão da própria Engie Brasil Energia.
JP Morgan aponta ações favoritas no setor imobiliário
O JP Morgan elevou as recomendações para as ações de Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) para overweight (equivalente à compra), destacando que está mais otimista com as incorporadoras de habitação popular e mais cauteloso com empresas expostas à média e alta renda.
Paralelamente, o banco rebaixou MRV (MRVE3) para neutra, enquanto manteve inalteradas as indicações para Tenda (TEND3), Cyrela (CYRE3) e Eztec (EZTC3) em compra, neutra e neutra, respectivamente.
Em relatório a que o Money Times teve acesso, a casa norte-americana apontou que a preferência pelas construtoras voltadas à baixa renda reflete o atual ambiente macroeconômico no Brasil, com juros elevados por tempo prolongado, bem como as avaliações atrativas dessas companhias.
Por que a Iguatemi ‘guardou’ 1 milhão de m² por décadas e agora quer construir bairro para 50 mil pessoas no interior de SP
A Iguatemi (IGTI11), uma das maiores empresas do setor de shopping centers do Brasil, aposta na construção de um bairro planejado de 1 milhão de metros quadrados (m²) em Campinas, no interior de São Paulo, como um dos seus principais vetores de crescimento para as próximas décadas.
Batizado de “Casa Figueira”, o projeto terá o Shopping Iguatemi Campinas como ativo-âncora e deverá reunir 100 empreendimentos imobiliários distribuídos em 66 lotes, que possuem valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 10 bilhões.
A expectativa é que o bairro abrigue aproximadamente 50 mil pessoas ao longo dos próximos 20 a 25 anos, conforme contou ao Money Times o diretor de relações com investidores (RI) e planejamento da companhia, Marcos Montes.
Veja os detalhes na reportagem especial de Igor Grecco.
Equatorial (EQTL3) confirma participação de 30% na Copasa (CSMG3) e reforça aposta no saneamento
A Equatorial (EQTL3) confirmou, na manhã desta quinta-feira (11), que sua subsidiária, a Gerais Saneamento, foi selecionada como investidora de referência na oferta pública secundária de ações da Copasa (CSMG3), no âmbito do processo de privatização da empresa mineira
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a Gerais garantiu uma participação mínima de 30% no capital da Companhia de Saneamento de Minas Gerais.
Com a confirmação da alocação, a Equatorial passará a integrar o grupo de acionistas relevantes da Copasa e deverá aderir a uma série de instrumentos previstos na operação, incluindo acordo de acionistas, de não concorrência e de restrição à transferência de ações, cuja efetivação depende da liquidação da oferta.
Motiva (MOTV3) tem alta no fluxo de veículos em maio
A operadora de rodovias e transporte ferroviário de passageiros Motiva (MOTV3) anunciou nesta quarta-feira (10) que o tráfego de veículos equivalentes em maio cresceu 2,6% sobre um ano antes, acumulando expansão de 3% este ano, segundo comunicado ao mercado.
O crescimento no fluxo em maiko foi puxado pela expansão de 13,4% no tráfego da concessionária RioSP, que administra as rodovias Dutra e Rio-Santos. Porém, sem considerar a implantação de pedágios “free flow” o crescimento em maio foi de 5%, afirmou a companhia.
Na divisão de trilhos, o fluxo de passageiros transportados ficou praticamente estável em maio sobre o mesmo ou mês de 2025, acumulando no ano um crescimento de 2,1%.
Oracle tem receita trimestral dentro do esperado
A Oracle, gigante de tecnologia que atua no segmento de sistemas avançados de gerenciamento de banco de dados, divulgou nesta quarta-feira (10) uma receita de quarto trimestre fiscal dentro do esperado por Wall Street, em meio a preocupações crescentes sobre seus investimentoss e sobre a disrupção causada pela inteligência artificial na demanda por software corporativo.
As ações da empresa, porém, caíram 2% após o fechamento do mercado, depois que a Oracle informou que espera levantar quase US$40 bilhões por meio de uma combinação de financiamento por dívida e capital no ano fiscal de 2027.
A empresa divulgou receita total de US$19,18 bilhões para o trimestre, em comparação com a estimativa média dos analistas de US$19,10 bilhões, de acordo com dados compilados pela LSEG.
*Com informações da Reuters
*Com supervisão de Juliana Américo