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Vitor Miziara: COE – Critica ou Entende, os dois não dá!

09/07/2020 - 17:20
Mercados
Na prática, os COEs são um produto financeiro que mescla aplicações e características de renda fixa e de renda variável em um só “pacote” (Imagem: Pixabay/Audy0073)

Sabe qual maior erro dos “haters” em relação ao COE – Certificado de Operações Estruturadas? É não entender que o COE não é um produto e sim um veículo para um investimento em um ou mais ativos.

O COE sofre um preconceito não visto com outros investimentos por falta de conhecimento do investidor e também muitas vezes pela venda “mal feita” por profissionais de mercado que não entendem o COE ou acabam oferecendo para pessoas que não tem o perfil de investimentos adequado. Sim, “colegas” de trabalho que oferecem para o perfil errado seja por desconhecimento ou até pela comissão gerada!

Na prática, os COEs são um produto financeiro que mescla aplicações e características de renda fixa e de renda variável em um só “pacote”.

Em certa medida, por ser um conjunto de ativos, o COE lembra um pouco o funcionamento de um fundo de investimentos. Mas há diferenças importantes: além de ter um valor mínimo de investimento e um indexador definido, o COE possui também uma data de vencimento e apresenta ao investidor uma série de cenários diferentes de ganhos e perdas. Por isso que cada COE é um COE.

Falar que “COE é ruim” é a mesma coisa que falar que a Bolsa de Valores é ruim, ou Investimentos são ruins! A ignorância, em falar mal ou investir sem entender, pode sair na conta final muito mais caro do que de fato um investimento que deu errado.

O COE é um certificado de um investimento feito de forma diferente da tradicional. Cada COE é diferente, seja no ativo objetivo investido, no prazo de vencimento (ou liquidez), nas condições de retorno x retorno e muitas outras características que tornam cada COE um COE, sem comparação. Tem COE ruim?! Sim, assim como tem muita ação ruim na bolsa.

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O COE sofre preconceito não visto em outros investimentos por falta de conhecimento do investidor (Imagem: Pixabay/sergeitokmakov)

A maioria dos COEs aqui no Brasil contam com proteção do capital investido, que abre espaço para investidores conservadores que estão buscando algum risco ou diversificação na carteira, investir, sem risco de perder parte do capital principal.

O “risco” na maioria deles é o Custo de Oportunidade, aquele retorno que você deixa de ter em outros investimentos para investir no COE por exemplo. Quando a taxa de juros estava em 14% a.a. fazia pouco sentido investir em ações, fundos imobiliários e outros dado que o Custo de Oportunidade era deixar de ganhar, sem risco, os 14% a.a.!

Hoje, com a Selic à caminho dos 2% a.a. o Custo de Oportunidade ficou barato e cada vez mais o investidor vê a necessidade de diversificar seus investimentos.

Os “haters dos COE”, na maioria das vezes youtubers e outros “financial influencers”, usam de algumas críticas batidas como:

“Sem liquidez, na maioria das vezes” – Sim, cada COE tem uma característica e a maioria tem vencimentos longos. Se você não quer longo prazo ou precisa de liquidez, não invista.

“O banco ganha alta comissão” – Sim, também ganha! Não importa quanto o banco leva se as condições de risco x retorno estão de acordo com o seu objetivo. Alguém quando compra um apartamento usado, por exemplo, faz a conta de quanto o vendedor ganhou na valorização do imóvel e pensa: “Ah, ele ganhou 20% no valor do imóvel, não vou comprar mais”?

“COE é uma aposta” – Sim e não! É um veículo para investir em um ativo ou mercado, podendo dar certo ou errado como qualquer investimento.

“A maioria dos COE dá errado” – Errado! Na grade da XP Investimentos, mais de 74% dos COEs encerrados foram superiores ao CDI.

Entendeu o que é COE ou ainda vai criticar sem saber?

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Última atualização por Gustavo Kahil - 09/07/2020 - 18:01