Mercados

Wall Street recua com pressão do petróleo e escalada das tensões entre EUA-Irã

17 ago 2026, 17:13 - atualizado em 17 ago 2026, 17:15
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
Operador na bolsa de Nova York (Foto: REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo)

Os índices de Wall Street terminaram o pregão desta sexta-feira (17) com barril do petróleo acima do US$ 90 e forte avanço dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,51%, aos 53.459,84 pontos;
  • S&P 500: -0,52%, aos 7.745,07 pontos;
  • Nasdaq: -0,32%, aos 26.644,911 pontos.

Durante a sessão, os rendimentos (yield) do Treasury de 30 anos atingiu 5,316%, no maior nível desde 2007.

Escalada das tensões no Oriente Médio

O cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã expirou nesta segunda-feira. O fim do memorando foi marcado por novas declarações dos dois países, que reforçaram o impasse nas negociações para um acordo definitivo para a reabertura do Esteito de Ormuz.

Mais cedo, Teerã reiterou que chegou a um acordo com Omã para trânsito na via marítima. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, disse que “foi alcançado um entendimento sobre o mapa da rota de trânsito”, sem dar maiores detalhes.

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Do outro lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear Omã caso o país “se intrometa” nos planos de Washington para Ormuz.

Em reação, os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 2%, com o barril do Brent acima de US$ 90 – e reacedendo o temor de novos choques nos preços de energia.

O mercado ainda ficou à espera da ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). O documento deve ser divulgado na próxima quarta-feira (19).

Na última decisão, em julho, o Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva, mas com a maior dissidência entre os diretores em uma década.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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