Wall Street tem novos recordes com IA; S&P 500 supera os 7.600 pela primeira vez
Os índices de Wall Street, que começaram o dia em queda, ganharam fôlego com apoio das companhias de tecnologia focadas em inteligência artificial (IA) e novas declarações de autoridades sobre as negociações de paz no Oriente Médio.
Durante o pregão, o índice S&P 500 renovou a máxima intradia aos 7,620.90 pontos. O Dow Jones também bateu o recorde intradia aos 51,369.61 pontos.
Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:
- Dow Jones: +0,45%, aos 51.307,79 pontos – no maior nível nominal histórico;
- S&P 500: +0,13%, aos 7.609,78 pontos – no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +0,03%, aos 27.093,901 pontos.
O que está por trás dos ganhos em Wall Street hoje?
O cenário geopolítico ficou, mais uma vez, sob os holofotes do mercado com novas declarações sobre as conversas entre Washington e Teerã.
Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as notícias de que o Irã cortou a comunicação com a Casa Branca são “falsas” e “equivocadas”.
O secretário do Estado norte-americano Marco Rubio também afirmou que um acordo com o Irã “pode acontecer hoje, amanhã ou na próxima semana” a senadores durante audiência na Comissão de Relações Exteriores sobre a proposta orçamentária anual do Departamento de Estado.
Na mesma linha, a agência de notícias iraniana Mehr relatou que o governo do país continua analisando a versão final do memorando de entendimento.
O setor de tecnologia, com foco em inteligência artificial (IA), também impulsionou os índices. Em destaque, as ações da Marvell Technology (MRVL) chegaram a disparar 32,52% (US$ 290,79) após o CEO da Nvidia (NVDA), Jensen Huang, afirmar que a companhia é a “próxima empresa de um trilhão de dólares”.
Em segundo plano, a abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos subiu para 7,618 milhões em abril, segundo o relatório Jolts, publicado pelo Departamento do Trabalho do país. O resultado ficou acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de 6,8 milhões.
O número de março foi revisado para cima, de 6,866 milhões para 6,887 milhões de vagas.
O dado, embora não seja a referência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) para o mercado de trabalho, é acompanhado pelo mercado para calibrar as perspectivas sobre a trajetória de juros.
O indicador também oferece uma leitura mais detalhada do equilíbrio entre a oferta e a demanda do mercado de trabalho.
O resultado reforçou as apostas de elevação nos juros pelo Fed ainda neste ano. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 51,9% de chance de alta nos juros pelo Fed em dezembro. Hoje, a taxa referencial está em 3,50% a 3,75% ao ano.
Agora, a expectativa é para o relatório oficial de empregos, o payroll, de maio, que será divulgado na próxima sexta-feira (5).
*Com informações de Reuters