Mercados

Wall Street fecha sem direção única com ações de tecnologia pressionando S&P 500 e Nasdaq

25 jun 2026, 17:08 - atualizado em 25 jun 2026, 17:22
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Kevin Warsh, chair do Fed (REUTERS/Kevin Lamarque)

Os índices de Wall Street fecharam mistos nesta quinta-feira (25) com a quarta queda consecutiva do setor de tecnologia. O S&P 500 e o Nasdaq operaram em baixa pressionados por big techs, mesmo após o resultado positivo da Micron Technology.

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Na máxima, o Dow Jones bateu recorde intradiário, aos 52.655,66 pontos, superando a marca dos 52.190,29 pontos atingida em 16 de junho. Ao longo do dia, porém, o índice perdeu força.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,14%, aos 51.920,62 pontos;
  • S&P 500: -0,01%, aos 7.357,49 pontos;
  • Nasdaq: -0,43%, aos 25.358,603 pontos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

Os investidores de Wall Street acompanharam uma bateria de dados econômicos, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e a continuidade da venda de ações de tecnologia.

O Dow Jones moderou a alta após a Guarda Revolucionária do Irã atacar um navio de carga com bandeira de Cingapura no Estreito de Ormuz, segundo duas fontes norte-americanas ao jornal Wall Street Journal. O ataque aconteceu horas após um aviso do Irã para que embarcações evitassem passar pela hidrovia.

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Como reflexo, os preços do petróleo aceleraram os ganhos. Os contratos do Brent, referência no mercado internacional, para setembro, avançaram 2,21%, a US$ 75,50 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Já os contratos do West Texas Intermediate (WTI) para agosto subiram 2,25%, a US$ 71,92 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Em relação às ações, apesar do resultado financeiro positivo da Micron Technology, que disparou 15%, o setor de tecnologia operou novamente em baixa.

As big techs Apple (-5%), Meta Platforms (-1%) e Alphabet (-1%) recuaram diante da leitura do mercado de que os preços de chips estão cada vez mais elevados. A queda das companhias pesou sobre o S&P 500 e o Nasdaq.

PCE mais benigno e dados de atividade

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O Índice de Preços para Gastos com Consumo Pessoal (PCE), o indicador preferido de inflação do Federal Reserve (Fed), avançou 0,4% em maio na comparação com abril, quando também registrou alta de 0,4%. A estimativa era de variação positiva de 0,5%, segundo economistas consultados pela Dow Jones.

Já no acumulado em 12 meses até maio, o PCE acelerou para alta de 4,1%, ante 3,8% em abril. O número veio em linha com o esperado pelo mercado.

Após o dado, os títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, e o dólar perderam força e passaram a cair com os dados da inflação vindo dentro do esperado ou ligeiramente melhor.

Ainda assim, o mercado espera uma alta nos juros pelo Fed a partir de setembro de 2026, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group. Antes do PCE, a probabilidade de alta era de 70%. Agora, a aposta de alta é de 61,9%.

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Além disso, O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre do ano, na terceira leitura, registrou alta de 2,1% na taxa anualizada, o que representa uma aceleração em relação à segunda leitura, de 1,6%, e também superou a estimativa preliminar, de 2,0%.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 12.000 na semana encerrada em 20 de junho, para 215.000 em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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