Wall Street encerra pregão em tom misto sem perspectiva de fim do conflito no Irã e à espera de payroll
Os índices de Wall Street encerraram o pregão sem direção única nesta quinta-feira (2) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endurecer o tom contra o Irã e com o mercado à espera de novos dados de emprego.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -0,13%, aos 45.504,67 pontos;
- S&P 500: +0,11%, aos 6.582,691 pontos;
- Nasdaq: +0,18%, aos 21.879,18 pontos.
Amanhã (3), os mercados permanecerão fechados em razão da Sexta-Feira Santa.
Incertezas sobre a guerra no Oriente Médio
As tensões no Oriente Médio escalaram nas últimas 24 horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmar que manteria os ataques ao Irã sem se comprometer com um cronograma específico para encerrar a guerra.
“Vamos terminar o trabalho, e vamos terminá-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto”, disse Trump, em pronunciamento na noite de ontem (1º), acrescentando que as forças armadas dos EUA estavam quase atingindo seus objetivos no conflito, que terminaria em duas ou três semanas, mas sem dar detalhes específicos.
Já nesta quinta-feira, Trump afirmou que é hora de o Irã fazer um acordo “antes que seja tarde demais”, em um vídeo postado nas redes sociais.
Do outro lado, o comandante-chefe do Exército do país, Amir Hatami, afirmou que o quartel-general operacional do Irã precisa monitorar “os movimentos do inimigo com o máximo de pessimismo e precisão” e estar pronto para combater qualquer método de ataque.
“Nenhuma tropa inimiga deve sobreviver se os adversários tentarem uma operação terrestre”, disse Hatami, segundo a mídia estatal.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano também afirmou que está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz.
Em segundo plano
Em segundo plano, os investidores acompanharam novos dados de emprego. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 9.000, para 202.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 28 de março, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.
Os economistas consultados pela Reuters previam 212.000 pedidos para a última semana.
Já o déficit comercial dos Estados Unidos aumentou em fevereiro.
O déficit comercial aumentou 4,9%, chegando a US$ 57,3 bilhões, informaram o Census Bureau e o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio. Os economistas consultados pela Reuters previam um saldo negativo de US$ 61,0 bilhões em fevereiro.
Os dados de janeiro foram revisados para mostrar déficit de US$ 54,7 bilhões, em vez de US$ 54,5 bilhões conforme estimado anteriormente.
No Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), a presidente da distrital de Dallas, Lorie Logan, afirmou que uma resolução rápida da guerra no Oriente Médio pode significar impacto econômico mais moderado.
No radar, os investidores operaram na expectativa do relatório de empregos, o payroll. A ser divulgado amanhã (3), o documento deve mostrar criação de 51 mil em março, segundo a mediana das estimativas coletadas pela Projeções Broadcast.
*Com informações de Reuters