Mercados

Wall Street perde nível recorde e fecha em queda com incertezas sobre resolução do conflito no Oriente Médio

03 jun 2026, 17:09 - atualizado em 03 jun 2026, 17:09
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(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta quarta-feira (3) em tom negativo com retomada da aversão a risco de olho no cenário geopolítico e alta nos preços do petróleo, que elevaram o temor de choques inflacionários.

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Dados do mercado de trabalho mais fortes do que o esperado também reforçaram a leitura de juros elevados por mais tempo.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,21%, aos 50.687,07 pontos;
  • S&P 500: -0,74%, aos 7.553,68 pontos;
  • Nasdaq: -0,89%, aos 26.853,976 pontos.

O que movimentou Wall Street hoje?

O temor de inflação mais elevada nos Estados Unidos voltou a ‘assombrar’ os investidores e a derrubar os índices em Wall Street, em meio a escalada das tensões no Oriente Médio e dados de emprego mais fortes do que o esperado.

O mercado passou a precificar menos chances de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã após novas declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

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Em entrevista à CNBC, Netanyahu afirmou que embora ele e o [presidente norte-americano Donald] Trump possam ter “divergências táticas” sobre como lidar com a guerra, eles “concordam em muitas coisas”. Segundo ele, Trump já afirmou que “haverá um retorno em grande escalada à ação militar se necessário” e que o Irã “sabe disso”.

“E o Irã certamente sabe o que [Trump] disse, que se necessário, haverá um retorno em grande escala à ação militar”, disse Netanyahu. “É uma decisão do presidente, Israel está pronto e as forças americanas estão prontas.”

Mais cedo, Trump disse, em entrevista ao ao podcast “Pod Force One”, que o Irã concordou em não ter armas nucleares e que provavelmente se encontraria com o líder supremo Mojtaba Khamenei em algum momento, se as coisas “correrem bem”.

Na noite de ontem, os EUA bombardearam um alvo militar no Estreito de Ormuz em resposta ao Irã, que lançou mísseis contra o Kuwait e o Bahrein. Teerã condenou as ações e afirmou que está realizando ataques de autodefesa.

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Em reação, os preços dos contratos de referência do petróleo fecharam com alta de mais de 1%, com o barril negociado próximo a US$ 98.

Mercado de trabalho

Os dados do mercado de trabalho também dividiram as atenções dos investidores.

Pela manhã, o relatório ADP mostrou a criação de 122.000 postos de trabalho no setor privado em maio, após 105.000 em abril em dado revisado para baixo, acima do esperado. O economistas consultados pela Reuters previam criação de 117.000 vagas, depois de 109.000 em abril conforme relatado anteriormente.

O Livro Bege, divulgado pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), também apontou que a contratação no setor manufatureiro foi o principal destaque em vários distritos, impulsionada por atividades relacionadas à defesa e pelo aumento da demanda por data centers.

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Com os dados, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, avançaram em meio a leitura de juros elevados por mais tempo.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 58,4% de chance de o Fed elevar os juros em dezembro deste ano. Para a próxima decisão de política monetária, no final deste mês, a aposta majoritária (98,4%) é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Agora, a expectativa é para o relatório oficial de empregos, o payroll, de maio, que será divulgado na próxima sexta-feira (5).

Segundo a pesquisa da Reuters com economistas, a economia dos EUA deve ter aberto 85.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em maio, depois de 115.000 em abril. A projeção é de que a taxa de desemprego se mantenha em 4,3%.

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*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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