Wall Street

Wall Street avança mais 1% em agosto, apesar de Oriente Médio; Nasdaq salta 3%

31 ago 2026, 17:16 - atualizado em 31 ago 2026, 17:32
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
(Imagem: Karolina Kaboompics/Pexels)

Os índices de Wall Street recuaram na sessão desta segunda-feira (31) com a disparada do petróleo, de mais de 2%, para acima dos US$ 90 o barril, reacendendo os temores inflacionários e ligando o modo risk-off dos investidores.

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Ainda assim, no mês, o Nasdaq saltou 3,93%, enquanto o S&P 500 avançou 2,62% e o Dow Jones subiu 1,34%. O movimento foi impulsionado pelos resultados corporativos, principalmente do segmento de tecnologia.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,70%, aos 53.185,90 pontos;
  • S&P 500: -0,33%, aos 7.686,14 pontos;
  • Nasdaq: -0,12%, aos 26.370,889 pontos.

O que pressiona Wall Street?

A retomada da troca de ataques entre Estados Unidos azedou o humor dos índices de Wall Street, com a cautela predominando.

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu atingir o Irã com força, depois que Teerã respondeu a ataques norte-americanos atingindo com mísseis duas bases aéreas dos Estados Unidos na Jordânia.

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“Vamos atacá-los com força”, disse Trump à Fox News, segundo um repórter do canal. “Haverá uma resposta.”

Uma fonte sênior iraniana, falando à Reuters, descreveu as hostilidades ocorridas durante a madrugada entre os Estados Unidos e o Irã — as primeiras desde o final de julho — como um “confronto limitado e contido”, mas acrescentou que Teerã daria uma resposta severa caso fosse atacada novamente.

Apesar da nova escalada, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país ainda busca uma solução negociada com os EUA, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.

Consequentemente, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 2,71%, a US$ 90,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Treasuries e destaques corporativos

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Diante disso, os investidores voltaram a apostar nos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, com os rendimentos de 10 e 30 anos voltando a subir nesta segunda-feira.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o mercado de Treasuries tem mostrado desempenho superior ao de pares internacionais e minimizou o potencial de iniciativas de recompra de títulos para alterar, por si só, a dinâmica das taxas.

Bessent defendeu que, desde o início do governo Trump, os juros dos Treasuries permanecem praticamente estáveis. “Eu não tentei mudar a direção dos rendimentos e não acredito que eu possa mudar o preço de equilíbrio, mas nada nunca está em equilíbrio. Meu papel é desacelerar os movimentos e garantir que sejam baseados em fatos”, disse em entrevista à CNBC.

Além disso, os investidores já apostam em uma elevação nos Fed Funds na reunião de setembro do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

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De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a aposta majoritária é de elevação nos juros da faixa de 3,50% a 3,75% para 3,75% a 4% (65,9%). A chance de manutenção é de 34,1%.

Entre os destaques corporativos, as ações da Amazon (AMZN) recuaram mais de 3%, na esteira da ação judicial da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, junto de outros 22 estados, contra a empresa, alegando práticas de manipulação de preços e publicidade injusta em sua plataforma.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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