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Wall Street fecha sem direção única com nova ameaça de Trump ao Irã e à espera de inflação

09 jun 2026, 17:07 - atualizado em 09 jun 2026, 17:07
(Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)

Os índices de Wall Street encerraram o pregão sem direção única com novos desdobramentos no Oriente Médio e expectativa sobre a trajetória de juros antes de novos dados de inflação.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,17%, aos 50.872,11 pontos;
  • S&P 500: -0,26%, aos 7.386,65 pontos;
  • Nasdaq: -0,97%, aos 25.678,822 pontos.

O que derrubou Wall Street hoje?

O otimismo com o setor de tecnologia em inteligência artificial (IA) durou pouco.

O cenário geopolítico, que estava em segundo plano no início da manhã, voltou a concentrar as atenções com o vaivém das declarações de autoridades norte-americanas sobre as negociações de paz com o Irã.

Ontem (8), o presidente Donald Trump afirmou que um acordo para pôr fim à guerra no Irã poderá ser alcançado em “dois ou três dias” e que o Estreito de Ormuz será reaberto “imediatamente” após o acordo.

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Nesta manhã, o otimismo de fim próximo da guerra foi renovado por falas do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright. Em entrevista à CNBC, durante uma conferência do Atlantic Council, ele disse que o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz estaria “aumentando de forma muito significativa”.

Wright ainda acrescentou que a normalização dos fluxos de energia “levará muitos meses” após o fim da guerra.

Já no final da tarde, Trump voltou a aumentar o tom contra o Irã. Em uma publicação na rede social Truth, o mandatário declarou que o país persa derrubou um helicóptero Apache norte-americano que patrulhava o Estreito de Ormuz durante a madrugada e prometeu retaliar, mas não forneceu mais detalhes.

O mercado também operou à espera de novos dados econômicos. Embora não seja a taxa de referência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) para inflação, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) deve ‘ajudar’ o mercado a calibrar as expectativas para a trajetória dos juros. O dado será divulgado amanhã (10).

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A expectativa do ING é de que a inflação cheia acelere para 4,2%, ante 3,8%, enquanto o núcleo do indicador avance para 2,9%, de 2,8%. A meta de inflação do Fed é de 2%.

Desde a última sexta-feira (5), o mercado precifica uma elevação nos juros pelo Fed no segundo semestre deste ano, após dados do payroll de maio mais fortes do que o esperado.

Hoje, perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 50,5% de chance de o Fed retomar o aperto monetário na decisão de política monetária em outubro. Atualmente, a taxa de referência dos EUA está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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