Mercados

Wall Street avança 1% com trégua no Oriente Médio

27 jul 2026, 10:36 - atualizado em 27 jul 2026, 10:41
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(Imagem: Karolina Kaboompics/Pexels)

Os índices de Wall Street começaram o pregão desta segunda-feira (27) em alta, na tentativa de recuperar as perdas da semana anterior, com alívio nas tensões no Oriente Médio e à espera de uma nova decisão de política monetária.

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Os balanços corporativos também ficam no radar: Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft divulgam os resultados do segundo trimestre ao longo da semana. A atenção dos investidores devem ficar concentradas nos gastos com inteligência artificial (IA).

Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:

  • Dow Jones: +1,17%, aos 52.555,84 pontos;
  • S&P 500: +0,86%, aos 7.475,90 pontos;
  • Nasdaq: +1,04%, aos 25.203,685 pontos.

O que mexe com o Wall Street hoje?

As ofensivas entre Estados Unidos e Irã deram uma trégua neste fim de semana após 13 dias de embates consecutivos.

Segundo fontes à Reuters, Teerã suspenderá os seus ataques, enquanto os EUA mantiverem a pausa.

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Em reação, os preços do petróleo seguem recuam forte. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro caíam 4,98%, a US$ 87,10 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Em julho, o Brent já acumula alta de mais de 33%.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham recuo de 5,68%, a US$ 84,10 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

Os dados também ficam no radar. Entre eles, as novas encomendas de bens de capital fabricados nos Estados Unidos registraram forte aumento em junho, enquanto as remessas dispararam, indicando um ritmo bastante sólido de crescimento econômico no segundo trimestre.

Os pedidos de bens de capital não relacionados à defesa e excluindo aeronaves, um indicador para os gastos das empresas, subiram 0,9% no mês passado, após alta de 1,9% em maio em dado revisado para cima, informou nesta segunda-feira o Census Bureau do Departamento de Comércio.

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Os economistas consultados pela Reuters previam avanço de 0,8%, após um salto de 1,4% em maio divulgado anteriormente. As remessas desses bens de capital, que entram no cálculo do componente de gastos das empresas com equipamentos no relatório do Produto Interno Bruto, dispararam 1,9% no mês passado, após aumento de 0,2% em maio.

Expectativa pelo Fed

Na próxima quarta-feira (29), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) divulga uma nova decisão de política monetária. O mercado espera uma nova manutenção nos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os traders veem 66,3% de chance de juros inalterados pelo Fed, nesta manhã. Já para a decisão de setembro, a aposta majoritária segue de ajuste para cima (80,8%).

Segundo Francesco Pesole, analista do ING, a desescalada das tensões no Oriente Médio deve manter a pressão sobre o Fomc na quarta-feira.

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“A ausência de uma desescalada nas próximas 48 horas também deve manter a pressão sobre o Federal Reserve para adotar um tom mais duro (hawkish) na quarta-feira”, avalia o analista em nota enviada a clientes nesta manhã.

Pesole também afirma que a a aversão do presidente do Fed, Kevin Warsh. ao forward guidance aumenta a percepção dos mercados de risco de surpresas no dia da reunião.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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