Mercados

Wall Street recua com dados de inflação e indicação de Warsh para o Fed

30 jan 2026, 11:52 - atualizado em 30 jan 2026, 12:13
wall street Nasdaq S&P 500 Dow Jones EUA Estados Unidos
(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Os índices de Wall Street abriram a sessão em leve queda, com os investidores reagindo aos balanços corporativos e dados de inflação. A indicação do presidente Donald Trump para a presidência do Federal Reserve (Fed) também movimenta os mercados.

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Confira o desempenho dos índices após a abertura:

  • Dow Jones: -0,29%, aos 48.931,50 pontos;
  • S&P 500: -0,47%, aos 6.936,47 pontos; 
  • Nasdaq: -0,61%, aos 23.541,57 pontos.

O novo presidente do Fed

Na manhã desta sexta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a indicação de Kevin Warsh como o novo presidente do Federal Reserve (Fed), para substituir Jerome Powell, que encerra o mandato em maio.

“Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.

A nomeação, que ainda depende de aprovação do Congresso norte-americano, surpreendeu o mercado. Até ontem (29), o nome de Rick Rieder, chefe de investimentos da BlackRock, era o mais cotado para a cadeira do BC, com 38% de chance. Além de Warsh e Rieder, Christopher Waller – também diretor do Fed – e Kevin Hassett – diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA – estavam entre os possíveis indicados.

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Na avaliação da Nomad, o mercado viu a indicação de Kevin Warsh como um nome de credibilidade institucional.

“Warsh, ex-governador do Fed de 2006 a 2011, defende cortes de juros, mas é conhecido por ter historicamente uma postura hawkish, o que diminui a visão de risco de captura política total do Banco Central, diferentemente do que Rieder ou Hassett poderiam representar”, afirmou Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

Na mesma linha, William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, destaca que, entre os nomes aventados para a comando do Fed, a indicação de Warsh “foi a melhor e o mais bem-visto pelo mercado”.

“O Rieder é um cara essencialmente do mundo corporativo, o que poderia ser visto com certa desconfiança. Já o Hassett é mais alinhada ao MAGA [Make America Great Again] e pró-Trump e quando a questão é a independência do Banco Central, isso é relevante”, afirmou.

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Para Matheus Spiess, da Empiricus Research, “Warsh hoje parece atribuir à inteligência artificial um papel potencialmente desinflacionário, o que, em tese, poderia abrir espaço para uma condução um pouco mais flexível da política monetária”.

“Ainda assim, qualquer mudança efetiva dependerá da sua capacidade de construir consenso dentro do próprio Comitê e de convencer um mercado de títulos especialmente sensível a indícios de interferência política. Mesmo que venha a ser percebido como relativamente mais dovish em comparação à atual gestão de Jerome Powell, apesar do histórico hawk, isso não seria um problema — desde que inserido no arcabouço técnico e institucional do BC”, avaliou Spiess.

Após a indicação, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, permaneceram estáveis. O DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas fortes, firmou alta, em recuperação as perdas recentes, no nível de 96 pontos.

Já em relação à política monetária, o mercado mantém a aposta de redução de 50 pontos-base ao longo deste ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

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O que mais mexe com Wall Street hoje?

Os investidores também reagem a novos dados econômicos em Wall Street, além dos resultados corporativos.

Os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em dezembro.

O PPI para a demanda final subiu 0,5% no mês passado, após um aumento não revisado de 0,2% em novembro, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta sexta-feira (30). Os economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2%.

Nos 12 meses até dezembro, o índice avançou 3,0%, repetindo a taxa de novembro.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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