Mercados

Wall Street sobe 1% após Trump cancelar ataques e prometer assinatura de acordo com Irã em breve

11 jun 2026, 14:54 - atualizado em 11 jun 2026, 14:59
dow jones wall street
(Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

Os índices de Wall Street ganharam força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender os ataques ao Irã previstos para a noite desta quinta-feira (11) e afirmar que a data para assinatura de um acordo com o país persa será divulgada em breve.

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Confira o desempenho dos índices por volta das 14h40 (horário de Brasília):

  • Dow Jones: +1,50%, aos 50.667,56 pontos;
  • S&P 500: +1,14%, aos 7.350,15 pontos;
  • Nasdaq: +1,54%, aos 25.557,988 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

O mercado acompanha com atenção os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Mais cedo, Trump escreveu na rede Truth Social que os EUA iriam atacar o Irã à noite nesta quinta-feira e que, futuramente, poderiam até tomar a ilha de Kharg e demais infraestruturas petrolíferas iranianas.

A fala trouxe volatilidade aos mercados, o que fez com que os índices de Wall Street reduzissem os ganhos, enquanto o petróleo operasse em alta por um breve momento.

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No início da tarde, porém, Trump voltou atrás nas ameaças e afirmou que iria suspender ataques e bombardeios previstos para hoje ao Irã, após “discussões de alto nível” com autoridades iranianas.

“As discussões e os pontos finais foram aprovados por todas as partes envolvidas, tanto em conceito quanto em grande nível de detalhe, incluindo os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros”, afirmou.

Contudo, o bloqueio naval deve seguir em “pleno vigor e efeito até que este acordo seja finalizado”, complementou Trump. “A data, o horário e o local da assinatura serão anunciados em breve.”

Os preços dos contratos do Brent para agosto de 2026, considerados referência no mercado, recuam 3,44%, a US$ 89,90 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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PPI em segundo plano

Mais cedo, foram divulgados os preços ao produtor nos Estados Unidos, que subiram mais do que o esperado em maio, levando ao maior aumento anual em três anos e meio, uma vez que o conflito no Oriente Médio elevou o custo dos produtos energéticos.

O índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) para a demanda final avançou 1,1% no mês passado, após aumento revisado para baixo de 1,1% em abril, informou o Departamento de Estatísticas do Trabalho.

Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,7% do índice após salto de 1,4% informado anteriormente em abril. Nos 12 meses até maio, os preços ao produtor aumentaram 6,5%, o maior aumento desde novembro de 2022.

Uma alta de 2,8% no preço dos bens, principalmente produtos de energia, foi responsável por quase 80% do avanço do índice. Os preços dos serviços subiram 0,3%.

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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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