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Wall Street salta quase 2% após Trump afirmar que acordo com o Irã será assinado em breve

11 jun 2026, 17:11 - atualizado em 11 jun 2026, 17:11
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(Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)

Os índices de Wall Street devolveram as perdas da véspera e fecharam em forte alta após o presidente dos Estados Unidos sinalizar que um acordo de paz com o Irã deve ser assinado em breve, além da suspender os ataques previstos para a noite desta quinta-feira (11) contra o país persa.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +1,86%, aos 50.848,38 pontos;
  • S&P 500: +1,75%, aos 7.394,07 pontos;
  • Nasdaq: +2,54%, aos 25.809,66 pontos.

O que impulsionou Wall Street hoje?

O otimismo de que um acordo entre Estados Unidos e Irã seja assinado em breve após as falas do presidente norte-americano, Donald Trump, impulsionou os índices de Wall Street.

Após aumentar o tom contra o Irã e uma possível rodada de ataques previstos para esta noite de quinta-feira, Trump afirmou que, diante do avanço nas negociações com o Irã, os bombardeios estavam cancelados.

O presidente dos EUA ainda disse que um possível acordo entre os dois países seria assinado em breve, com data e local a serem divulgados nos próximos dias.

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No entanto, o Irã negou a existência de um acordo com os Estados Unidos, contrariando as falas recentes do presidente americano, Donald Trump, segundo o N12News. Israel também afirmou que nenhum acordo desse tipo existe.

Além disso, funcionários israelenses expressaram surpresa com o anúncio de um acordo por parte de Trump, informaram ainda fontes ao i24NEWS.

Um funcionário disse que Israel está tomando conhecimento dos desenvolvimentos principalmente por meio das declarações públicas do republicano e aguarda a resposta oficial do Irã antes de avaliar a situação. Uma fonte observou que a experiência anterior mostrou que tais anúncios nem sempre se traduzem em um acordo finalizado.

De forma semelhante, uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana declarou à agência Fars que Teerã ainda não aprovou nenhum acordo de paz.

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Os preços dos contratos do Brent para agosto de 2026, considerados referência no mercado, recuaram 2,92%, a US$ 90,38 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

As ações de semicondutores registraram recuperação, com altas da Intel, Advanced Micro Device e Micron Technology no pregão de hoje. O ETF iShares Semiconductor avançou 6%.

Também está no radar dos investidores a oferta pública inicial de ações (IPO) da SpaceX amanhã.

PPI em segundo plano

Mais cedo, foram divulgados os preços ao produtor nos Estados Unidos, que subiram mais do que o esperado em maio, levando ao maior aumento anual em três anos e meio, uma vez que o conflito no Oriente Médio elevou o custo dos produtos energéticos.

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O índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) para a demanda final avançou 1,1% no mês passado, após aumento revisado para baixo de 1,1% em abril, informou o Departamento de Estatísticas do Trabalho.

Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,7% do índice após salto de 1,4% informado anteriormente em abril. Nos 12 meses até maio, os preços ao produtor aumentaram 6,5%, o maior aumento desde novembro de 2022.

Uma alta de 2,8% no preço dos bens, principalmente produtos de energia, foi responsável por quase 80% do avanço do índice. Os preços dos serviços subiram 0,3%.

Na avaliação do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, o dado de maio do PPI reforça um cenário de pressão inflacionária crescente na cadeia produtiva americana.

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“A aceleração dos bens, concentrada em energia, reflete a persistência dos efeitos da guerra no Irã sobre os preços do petróleo e derivados. O núcleo em alta, por sua vez, sinaliza que a pressão começa a se disseminar”, afirma.

Além disso, com o PPI e o CPI de maio ambos pressionados, o Federal Reserve, já sob a gestão de Kevin Warsh, deve ver a ala mais conservadora ganhar força, o que reforça o cenário de juros parados e abre espaço para uma alta ainda em 2026.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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