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WEG (WEGE3): Bradesco BBI prevê lucro de R$ 1,47 bilhão no 2T26 e aponta possível reação do mercado nesta quarta (22)

21 jul 2026, 11:17 - atualizado em 21 jul 2026, 11:18
weg wege3
(Imagem: Divulgação WEG)

A WEG (WEGE3) deve reportar lucro líquido de R$ 1,47 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 8% na comparação anual, segundo estimativas do Bradesco BBI. Para o banco, caso os números se confirmem, a reação do mercado tende a ser neutra, uma vez que as projeções estão amplamente alinhadas ao consenso.

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O banco manteve recomendação neutra para WEGE3, de acordo com relatório disponibilizado pela Ágora Investimentos. Segundo os analistas, a ação negocia a um múltiplo considerado exigente, de 29 vezes o preço sobre lucro (P/L) projetado para 2026, o que limita o potencial de valorização.

Na prévia para o balanço, que será divulgado nesta terça-feira (22), antes da abertura do mercado, o Bradesco BBI afirma que a companhia deve apresentar resultados consistentes, com melhora nas tendências de receita, embora as margens continuem pressionadas.

O banco estima receita 3% menor em reais na comparação anual. Em termos neutros de câmbio, porém, a expectativa é de retomada do crescimento, com avanço de 2%.

Segundo o Bradesco BBI, a receita internacional deve crescer 15% em dólares, impulsionada pela forte demanda nos segmentos de transmissão e distribuição (T&D), geradores e alternadores. Já a receita doméstica deve recuar 10%, refletindo uma base de comparação mais desafiadora e o impacto dos juros elevados sobre a atividade de investimento.

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Apesar da melhora da receita, o Bradesco BBI projeta margem Ebitda de 21,2%, queda de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, pressionada pelo aumento dos custos de matérias-primas e mão de obra. Com isso, o Ebitda é estimado em R$ 2,1 bilhões, baixa de 7% na comparação anual.

Na avaliação do banco, o crescimento da receita está ganhando força, mas as margens seguem sendo o principal ponto de atenção para os investidores.

O Bradesco BBI também destaca que as ações da WEG acumulam queda de 8% no mês, movimento que atribui principalmente ao desempenho fraco de pares globais, e não a preocupações específicas com o balanço do segundo trimestre.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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