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WEG (WEGE3) entrega balanço consistente, mas deve desacelerar em 2024, apontam analistas; ações saltam 6%

21 fev 2024, 15:27 - atualizado em 21 fev 2024, 15:27
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A WEG divulgou seues resultados operacionais do quarto trimestre de 2023 nesta quarta-feira (21) (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

WEG (WEGE3) reportou ao mercado, nesta quarta-feira (21), os resultados do quarto trimestre de 2023. Com um lucro líquido de R$ 1,74 bilhão e um Ebitda de R$ 1,82 bilhão, os números vieram alinhados às expectativas do mercado.

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A WEG citou a manutenção da eficiência operacional das unidades industriais no Brasil e no exterior, falou em boa demanda por produtos de ciclo longo e disse que o mix de produtos vendidos continuaram contribuindo para desempenho.

No dia anterior, a companhia anunciou também o pagamento de R$ 1,249 bilhão em dividendos complementares e a aprovação de um aumento de capital, com data prevista para o dia 23 de abril de 2024, de R$ 6,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões.

Os papéis da WEG, após a divulgação do balanço, subiam. Às 14h05, as ações da empresa saltavam 6,16%, pelo valor de R$ 36,38.

A visão geral dos analistas das principais casas é de que os resultados são consistentes e indicam uma gestão eficiente do capital de giro. No entanto, existem pontos de atenção. 

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Para o BTG Pactual, os resultados estavam de acordo com as estimativas desenhadas, com um crescimento mais fraco da receita líquida, mas com margens fortes.  A surpresa positiva ficou por conta do lucro líquido, que veio 28% acima das expectativas. De acordo com o relatório divulgado, o resultado foi impactado positivamente pelo reconhecimento de créditos fiscais de uma nova subsidiária na Suíça.

Na avaliação do banco, a capacidade da WEG de sustentar uma margem sólida reflete a eficiência operacional da empresa e o rico portfólio construído nos últimos anos.

A companhia, portanto, possui recomendação de compra pelo BTG.

Por outro lado, os analistas da casa entendem que os resultados devem desacelerar este ano devido ao crescimento fraco da receita líquida e uma taxa de imposto mais alta.

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Essa visão também é observada pelo Goldman Sachs, que é mais duro em sua avaliação. Segundo o relatório, a classificação permanece em neutra, em um contexto de “fraco momento de resultados”.

O documento destaca que a receita foi positiva, mas o crescimento permanece na faixa de um dígito. Sendo assim, aponta para uma classificação neutra, com analistas esperando uma contração da margem Ebitda e um aumento dos impostos em 2024.

A perspectiva de longo prazo para o Bank of America é positiva. “Vemos uma perspectiva atraente de longo prazo para WEG, com ventos favoráveis ​​na maioria de seus principais mercados”, aponta a instituição, em relatório.

No entanto, a análise destaca que, no curto prazo, os números ainda estão “sem brilho” e o valuation parece justo devido aos obstáculos nos principais pontos de atuação. A recomendação do BofA é neutra.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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