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WEG (WEGE3): JP Morgan reitera sentimento de cautela no curto prazo; o que esperar do 1T26?

15 abr 2026, 11:49 - atualizado em 15 abr 2026, 11:49
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(Imagem: Weg/Divulgação)

A WEG (WEGE3) está programada para divulgar seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26) no dia 29 de abril, e o JP Morgan está cauteloso com os números que a companhia irá entregar.

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Os analistas Marcelo Motta e Jonathan Koutras enxergam um risco assimétrico para os resultados trimestrais da companhia.

“Após uma correção de até 14% desde fevereiro, a ação recentemente se recuperou, mesmo com a valorização do real em cerca de 5% desde 18 de fevereiro, o que traz pressão adicional negativa sobre as estimativas”, ponderam os analistas.

O banco aponta para um perfil de risco assimétrico na WEG, enquanto a expectativa é de um primeiro trimestre mais fraco, com crescimento de receita pouco expressivo. A estimativa do JP Morgan é de uma queda de 1% na comparação anual, enquanto o consenso espera -2%.

Além disso, dados efetivos de câmbio no primeiro trimestre e indicadores proxy da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) apontam para uma pressão adicional negativa sobre as receitas, que podem cair 3% na comparação anual.

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O banco adiciona que a valorização do real, de 8% no ano, continua trazendo risco de revisão para baixo nas estimativas anuais, com queda de 6% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2026.

No pregão desta quarta-feira (15), as ações da WEG performam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV). Por volta de 11h30 (horário de Brasília), o recuo era de 3,10%, cotadas a R$ 50,29. Acompanhe o tempo real.

Os pontos de otimismo e pessimismo para a WEG

Em uma perspectiva mais otimista, o JP Morgan enxerga a WEG como uma empresa de alta qualidade, bem-posicionada para se beneficiar das tendências de eletrificação, incluindo a expansão do mercado de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) no Brasil, com o primeiro leilão governamental do segmento ainda esperado para este ano.

Além disso, a demanda por transformadores segue sólida, impulsionada principalmente pela substituição e por novas conexões à rede, com inteligência artificial e data centers atuando como vetores positivos, pondera o banco.

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“O crescimento da WEG está se nivelando em 2026, já que a nova capacidade de transformadores provavelmente contribuirá para a receita já em 2027. Além disso, o primeiro trimestre de 2026 provavelmente mostrará uma contração da receita mais lenta em relação ao nível do quarto trimestre, de -5% ao ano”.

Por fim, ativos do tipo HALO (ativos duráveis, com baixa obsolescência) favorecem a WEG, e as margens podem surpreender positivamente: o consenso projeta margem Ebitda de 21,8%, contra 22,5% do JP Morgan.

Já na visão mais pessimista, o banco destaca que, assim como no quarto trimestre de 2025, as avaliações estão elevadas, com o preço sobre lucro cerca de 15% acima da média dos últimos três anos, em um momento de resultados sequencialmente fracos, indicando que o mercado já está precificando uma recuperação que deve ocorrer principalmente em 2027.

“O nível atual do real traz risco negativo adicional para as estimativas. Também vemos riscos para as exportações, já que dados da Secex indicaram queda de 6% ao ano nas exportações da WEG no primeiro trimestre. Nos últimos seis trimestres, as ações da companhia caíram em cinco ocasiões (excluindo o 3T25, com +1%), mesmo quando os resultados vieram em linha com o consenso”, dizem os analistas.

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Na visão do JP Morgan, a WEG não é um veículo ideal para capturar uma eventual recuperação da economia brasileira (cerca de 60% da receita vem do exterior), nem para se beneficiar diretamente de um ciclo de queda de juros (a empresa tem posição de caixa líquido).

A recomendação do banco para WEGE3 é neutra.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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