Mercados

Petróleo oscila com escalada de guerra no Golfo, mas mercado ainda avalia impacto real sobre a oferta

11 jun 2026, 5:23
anp Petróleo transição energética combustíveis
(iStock.com/mysticenergy)

Os preços do petróleo oscilam nesta quinta-feira (11) em meio à escalada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, à medida que os investidores avaliam o impacto efetivo sobre as interrupções no fornecimento global.

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Teerã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz após os Estados Unidos lançarem novos ataques contra o Irã e enquanto o presidente Donald Trump prometia intensificar ainda mais as ofensivas caso um acordo de paz não fosse alcançado.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíam 72 centavos, ou 0,77%, para US$ 92,38 por barril às 5h21 (horário de Brasília), enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuava 56 centavos, ou 0,62%, para US$ 89,47 por barril. Ambos os contratos chegaram a registrar ganhos superiores a US$ 2 mais cedo na sessão.

O comando militar conjunto do Irã anunciou o fechamento do estreito para petroleiros e embarcações comerciais, afirmando que qualquer navio que tentasse atravessar a passagem seria alvo de disparos.



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“Isso sugere mais uma vez que um acordo ainda está distante e que os fluxos de energia provenientes do Golfo Pérsico continuarão severamente restringidos”, afirmaram analistas do ING em relatório enviado a clientes, observando que a renovada escalada dos combates impulsionou os preços do petróleo nas primeiras horas do pregão.

Navios comerciais continuam transitando

“No entanto, a alta não foi totalmente sustentada porque o mercado ainda não observou uma interrupção efetiva dos embarques de petróleo pela região”, disse Linh Tran, analista de mercado da XS.com.

Nesta quarta-feira (10), os militares americanos informaram em rede social que embarcações comerciais continuavam entrando e saindo do Estreito de Ormuz. Também afirmaram que nenhum navio de guerra dos EUA foi atingido na área, após a mídia estatal iraniana noticiar que embarcações americanas próximas à hidrovia haviam sido alvo de mísseis e drones.

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As forças americanas iniciaram novos ataques contra diversos alvos no Irã ontem, no mais recente episódio de uma crescente troca de ataques que ameaça reacender uma guerra em larga escala. O conflito havia sido interrompido no início de abril, quando os dois lados concordaram com um frágil cessar-fogo.

Trump declarou ao repórter Trey Yingst, da Fox News, na noite desta quarta-feira, que os ataques seriam interrompidos em breve, mas que iria “bombardeá-los sem piedade” caso os líderes iranianos não assinassem imediatamente um acordo com os Estados Unidos.

Apesar do conflito, refinarias indianas disseram à Reuters hoje que garantiram petróleo suficiente para atender suas necessidades pelo menos até agosto.

A Abu Dhabi National Oil Co (ADNOC) e alguns outros vendedores conseguiram exportar parte de sua produção e oferecer carregamentos a compradores na Ásia.

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Enquanto isso, os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos caíram 7,2 milhões de barris, para 426,5 milhões de barris, na semana encerrada em 5 de junho, informou a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). Analistas consultados pela Reuters esperavam uma redução de 4 milhões de barris.

Os estoques americanos de petróleo, incluindo as reservas estratégicas, diminuíram em 79 milhões de barris desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, à medida que o maior produtor mundial buscou compensar lacunas de oferta após o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz.

Reforçando os sinais de aperto na oferta, a produção da Opep em maio caiu para o menor nível em mais de duas décadas, segundo uma pesquisa da Reuters. O levantamento apontou que o bloqueio naval americano restringiu as exportações iranianas, enquanto o fechamento efetivo da estratégica rota marítima por Teerã reduziu os embarques dos demais produtores do Golfo.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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