Comprar ou vender?

XP (XP) avança em NY com analistas destacando margens e alavancagem; é hora de comprar?

18 ago 2026, 12:07
xp investimentos inc ações
(Imagem: Divulgação/ Nasdaq)

A XP Inc (XP) avança mais de 1% no Nasdaq, em Nova York, nesta terça-feira (18), após a divulgação do resultado corporativo do segundo trimestre de 2026 (2T26). Os números foram considerados em linha pelos analistas, sem alterar os fundamentos da tese.

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Entre os destaques positivos, as casas mencionam a alavancagem e o lucro antes de impostos (EBT) acima do esperado, de R$ 1,565 bilhão.

Por volta das 11h37 (horário de Brasília), XP subia 1,11% (US$ 15,87) no Nasdaq.



Fundamentos intactos e avaliação atraente

Para o Banco Safra, o resultado acima do esperado no EBT foi totalmente explicado por menores impostos e deduções sobre vendas, menores despesas com investidos dentro do custo de processo de venda e resultado de equivalência patrimonial acima do esperado.

“Ajustando o resultado por esses efeitos, consideramos que o trimestre ficou amplamento em linha com as expectativas”, diz.

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De acordo com o banco, as receitas corporativas mais uma vez se destacaram positivamente, mantendo uma tendência consistente de desempenho acima do esperado e ajudando a compensar receitas de varejo um pouco mais fracas.

“Olhando para frente, porém, o terceiro trimestre pode ser mais forte em termos de receitas, beneficiado por um maior número de dias úteis e por um cenário de mercado mais favorável, especialmente se a volatilidade gerar oportunidades adicionais em derivativos, câmbio e produtos de hedge/proteção”, avalia o Safra.

Negociada a aproximadamente 7 vezes o preço sobre lucro (P/L) projetado para 2027 e oferecendo um rendimento de dividendo de 10%, além de permanecer menos exposta ao ciclo de crédito do varejo de massa do que os bancos tradicionais, o Safra segue vendo a XP como uma das empresas mais bem posicionadas do setor para os próximos trimestres.

O banco tem recomendação de compra para XP, com preço-alvo de US$ 22, o que implica um potencial de valorização (upside) de 40% em relação ao fechamento anterior.

Expansão de margem e alavancagem

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Na avaliação do Bradesco BBI, os resultados da XP no 2T26 reforçam a visão de que o crescimento de lucros da companhia continuará sendo guiado pela expansão de margem e alavancagem operacional.

Para o banco de investimentos, as receitas de varejo vieram em linha, impulsionadas por um desempenho acima do esperado em renda variável que compensou a fraqueza em renda fixa. Já as receitas de atacado surpreenderam positivamente, crescendo 32% na comparação anual, sustentadas por fortes ganhos corporativos.

“A tese de investimento permanece inalterada, mantendo a recomendação de compra para XPBR31, com a empresa bemposicionada para entregar uma aceleração assimétrica nos lucros caso haja qualquer melhora no cenário econômico ou no apetite a risco dos investidores”, afirma o analista do BBI Marcelo Mizrahi.

O BBI tem preço-alvo de R$ 120 para XPBR31, o que implica um potencial de valorização de 46,70%.

Geração de receita modesta

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O Bank of America (BofA), por outro lado, avalia que o crescimento de um dígito da receita, de 8% na comparação anual e 3% na trimestral, foi impacto negativamente por uma tendência contínua de queda no rendimento da receita de varejo.

Isso, detalha o banco, devido à composição de produtos mais fraca e aos efeitos da marcação a mercado de uma curva de juros mais acentuada, além da menor atividade nos mercados de capitais de dívida.

Como ponto positivo, o BofA destaca a margem EBT, que expandiu para 32,0%, ante 30,0% no primeiro trimestre, impulsionada por uma melhoria na margem bruta e ganhos com a alavancagem operacional.

Ainda assim, o banco mantém a recomendação neutra para XP, visto que o fraco ritmo de expansão dos lucros deve impedir um desempenho superior, enquanto a avaliação pouco exigente limita o risco de queda.

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O BofA tem preço-alvo de US$ 21 para o papel, o que representa um upside de 33,8%.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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