Zema ataca política econômica de Lula e diz que PT é ‘inimigo do mais pobre’
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) subiu o tom contra o o governo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar que o Partido dos Trabalhadores (PT) é o maior inimigo dos mais pobres. Em publicação oficial nesta quarta-feira (10) na rede social X, o político mineiro associou novamente os gastos da gestão Lula ao avanço dos juros altos.
Candidato à reeleição, Lula lidera as pesquisas de intenção de voto em disputa polarizada com Flávio Bolsonaro (PL), enquanto Zema segue com desempenho modesto sem atingir 5% nos levantamentos.
Na postagem, o pré-candidato do Novo argumentou que a irresponsabilidade fiscal e a falta de controle no orçamento federal “destroem o poder de compra de quem vive no limite, afetando diretamente parcelas de financiamentos, carnês e o custo de vida da população de baixa renda”.
Zema direcionou sua crítica para o efeito prático da macroeconomia no dia a dia do cidadão comum. Segundo o ex-governador, a irresponsabilidade orçamentária de Brasília não fica restrita aos gabinetes, mas se materializa na ponta final do consumo e, segundo ele, encarece o crédito.
O pré-candidato apontou que os juros altos inviabilizam o financiamento de bens essenciais e a conquista da casa própria. Para o político, o cidadão de baixa renda é quem “paga a conta” quando o governo perde o controle das contas públicas.
Como contraponto à atual gestão federal, o político utilizou sua experiência à frente do Estado de Minas Gerais. Ele defendeu que o equilíbrio das contas e o controle de gastos são os únicos caminhos sustentáveis para gerar o que considera o real bem-estar social.
“Em Minas, a gente provou que existe outro caminho. Contas em ordem, responsabilidade financeira e respeito por quem trabalha”, declarou, sem citar, no entanto, os acordos que postergaram e renegociaram as dívidas do Estado durante seu mandato.
O pré-candidato concluiu sua manifestação cobrando uma postura de respeito ao dinheiro do contribuinte. Para ele, governar exige prever as consequências econômicas antes de expandir as despesas públicas.
*Com supervisão de Gustavo Porto