Recessão

Zona do Euro terá recessão recorde e inflação vai desaparecer; Grécia sofrerá mais

06 maio 2020, 8:18 - atualizado em 06 maio 2020, 8:18
União Europeia
Itália, Grécia, Espanha e Portugal estarão entre os mais afetados pelos efeitos econômicos da pandemia (Imagem: Reuters/Kai Pfaffenbach)

A economia da Zona do Euro vai contrair a uma taxa recorde de 7,7% neste ano por causa da pandemia de Covid-19 e a inflação irá quase desaparecer, enquanto a dívida pública e o déficit orçamentário vão disparar, projetou a Comissâo Europeia nesta quarta-feira.

“A Europa está passando por um choque econômico sem precedentes desde a Grande Depressão”, disse o comissário europeu para Assuntos Econômicos e Financeiros, Paolo Gentiloni.

“Mas a profundidade da recessão e a força da recuperação serão irregulares, condicionadas à velocidade com que as restrições podem ser suspensas, a importância de serviços como turismo em cada economia e pelos recursos financeiros de cada país”, disse ele.

A Comissão projeta que, conforme a economia encolhe este ano, os preços ao consumidor vão quase estagnar. A taxa de inflação irá desacelerar a 0,2% em 2020, acelerando a 1,1% no próximo ano, quando a zona do euro deverá retornar a um crescimento de 6,3%. O investimento irá despencar 13,3% este ano, completou.

Os esforços para sustentar as economias vão ampliar os déficits orçamentários na Zona do Euro para 8,5% do PIB este ano, de 0,6% no ano passado, indo a 3,5% em 2021.

Um salto na dívida pública, entretanto, levará mais tempo para ser recuperado, disse a Comissão, projetando que a dívida da Zona do Euro saltará a 102,7% do PIB este ano de 86% no ano passado, recuando a apenas 98,8% em 2021.

Grécia Europa Turismo
O PIB da Grécia deve sofrer a maior contração, de 9,7% (Imagem: Unsplash/@davidesv)

Itália, Grécia, Espanha e Portugal estarão entre os mais afetados pelos efeitos econômicos da pandemia, enquanto Luxemburgo, Malta e Áustria se sairão melhor.

O PIB da Grécia deve sofrer a maior contração, de 9,7%, com a Itália recuando 9,5% e a Espanha, 9,4%.

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