3tentos (TTEN3): Safra inicia cobertura e vê desconto de 6% para SOJA3 e SLCE3
O banco Safra iniciou sua cobertura das ações da 3tentos (TTEN3) com recomendação outperform (compra) e preço-alvo de R$ 23 nos próximos 12 meses.
Os analistas veem valuation atrativo de 6,3x EV/EBITDA para 2026 e um desconto de 6% em relação a pares agrícolas locais mais diretos como SLC Agrícola (SLCE3) e Boa Safra (SOJA3), considerando o potencial de crescimento, os retornos superiores aos pares e a diversificação da empresa.
A visão positiva para a companhia é sustentada por:
- crescimento robusto com altos retornos;
- retorno aos acionistas mais dependente da expansão do que dos preços de commodities;
- histórico consistente de execução
“Vemos a ação como uma excelente forma de exposição ao agronegócio brasileiro, um dos pilares da economia e da competitividade do país. As receitas têm crescido rapidamente, e enxergamos oportunidades contínuas de expansão que podem levar a um CAGR de Ebitda de 23% nos próximos cinco anos”, apontam Ricardo Boiati, Rafael Une, Vinicius Andrade e Thiago Marmo.
Para o Safra, o modelo de negócios integrado e “asset-light” em terras contribui para minimizar riscos e maximizar retornos. A crescente diversificação de produtos e geográfica, combinada com um atendimento sólido ao cliente que fortalece a fidelização, resulta em um modelo competitivo que entregou um CAGR de receita de 31% em 14 anos, com retornos consistentes.
“O aumento da intensidade de capital, à medida que a empresa avança em operações industriais, não tem prejudicado a rentabilidade”.
Com presença no Rio Grande do Sul e Mato Grosso, a companhia planeja expandir para outros quatro estados (Pará, Goiás, Tocantins e Minas Gerais) o que pode elevar a área potencial atendida em cerca de 66% nos próximos anos — principal motor de resultados no longo prazo.
“A 3tentos iniciará a operação de uma nova planta de esmagamento de milho em 2026, entrando nos mercados de etanol de milho e DDG (grãos secos de destilaria), e deve inaugurar outra unidade em 2029. As amplas oportunidades e o histórico de execução bem-sucedida sustentam nossa visão otimista para o crescimento contínuo”.
Entre os riscos para a tese, o banco cita:
- execução do plano de expansão;
- aumento dos custos de frete;
- possíveis disrupções na cadeia de suprimentos;
- adoção de biocombustíveis;
- eventuais barreiras comerciais.