Giro do Mercado

“A gente prefere o prefixado”: analista da Empiricus vê prêmio na curva e oportunidade na renda fixa

26 ago 2026, 14:37
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Mesmo com a disparada do Ibovespa no final do ano, os títulos prefixados do Tesouro Direto se destacaram em 2023. Saiba se vale a pena apostar nessa categoria da renda fixa em 2024 (Imagem: Getty Images Pro)

O Tesouro IPCA+ segue atrativo mesmo com a inflação em trajetória de desaceleração, mas os títulos prefixados são os preferidos da analista da Empiricus, Laís Costa, que vê um prêmio na curva de juros associado à possibilidade de uma nova alta da Selic.

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Em entrevista ao Giro do Mercado, programa do Money Times no YouTube, Costa afirmou que a casa continua gostando dos títulos atrelados à inflação. O comentário veio após o Tesouro IPCA+ oscilar ao redor de 8% de juro real depois da divulgação do IPCA-15. Na primeira atualização do dia, a taxa chegou a cerca de 7,95%, antes de voltar para a casa dos 8%.

“A gente continua gostando dos IPCA+. Ele passa essa inflação, ainda que essa inflação seja menor”, afirmou Costa.

Segundo a analista, a dinâmica da inflação brasileira caminha na direção correta, embora o índice ainda esteja acima da meta de 3% do Banco Central (BC) no horizonte relevante. Ao mesmo tempo, a Empiricus espera pouco espaço para novos cortes de juros, a menos que haja uma sinalização fiscal positiva após as eleições de outubro.

Por que a preferência pelos prefixados?

Mesmo mantendo uma visão positiva para o Tesouro IPCA+, a justificativa está no prêmio embutido na curva futura de juros, sobretudo a partir do próximo ano, diante da possibilidade de retomada do ciclo de alta da Selic, hoje precificada na curva.

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“A gente tem algum prêmio embutido, principalmente a partir do ano que vem, de uma possível volta do ciclo de alta de juros. E a gente acha que isso não vai acontecer”, disse a analista.

Na avaliação de Costa, mesmo com a inflação ainda acima da meta, o Banco Central não deve voltar a elevar a Selic diante de uma inflação que caminha para perto de 4%.

A expectativa é de que os juros permaneçam elevados por mais tempo, enquanto a desaceleração da atividade contribui para a convergência da inflação.

“A gente acredita que esses juros vão ficar mais altos por mais tempo, mas não vai haver essa alta que está embutida na curva de juros. Por isso, a gente prefere o prefixado”, afirmou.

Assista a entrevista na íntegra:

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*Sob supervisão de Juliana Américo

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.

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