Hapvida (HAPV3): Ações sobem com alívio em dívida; entenda
As ações da Hapvida (HAPV3) são o destaque positivo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (26), com o mercado reagindo ao anúncio de redução da dívida bruta em R$ 322,6 milhões com recompra de debêntures e liquidação antecipada de hedge.
Por volta de 12h35 (horário de Brasília), as ações HAPV3 subiam 3,58%, cotadas a R$ 6,65. Acompanhe o tempo real.
A operadora aprovou a utilização de até R$ 250 milhões para a recompra de debêntures de sua própria emissão, além da liquidação antecipada de um contrato de swap (hedge), resultando na redução da dívida bruta da companhia em R$ 322,6 milhões.
As operações ocorreram com deságio médio de 23%, gerando impacto financeiro positivo para a empresa.
No dia 20 de agosto de 2026, a Hapvida liquidou antecipadamente um contrato de swap avaliado em R$ 128,7 milhões na data da operação, efetuando o pagamento com desconto de 23% e registrando um ganho financeiro de R$ 29,6 milhões.
Anteriormente, em 14 de agosto, a diretoria aprovou a recompra facultativa de debêntures, autorizando até R$ 150 milhões para aquisição. Até 25 de agosto, a empresa já adquirira 185.355 debêntures com valor nominal atualizado de R$ 193,9 milhões, desembolsando R$ 149,9 milhões.
As debêntures recompradas são de diversas emissões e séries, mantendo conformidade com a legislação vigente e sem pagamento de prêmio, seguindo as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A recompra busca melhorar a gestão financeira ao reduzir a alavancagem e as despesas financeiras, utilizando recursos próprios e preservando a liquidez operacional da companhia.
O que está acontecendo com a Hapvida?
A Hapvida está nos holofotes do mercado, com dois fatores em destaque nesta semana: o imbróglio envolvendo reajustes de contratos e a Squadra classificando a empresa como o “maior erro de investimento” de sua história.
Na terça-feira (25), a companhia reiterou que existe um grupo de contratos coletivos, que contemplam aproximadamente 947 mil beneficiários, que se encontra em avaliação por conta de uma precificação defasada. Esses contratos deverão passar por um processo de reajuste ou descontinuação ao longo dos próximos 12 meses.
Os termos do processo de reajuste ainda não são conhecidos, inclusive porque não serão uniformes, afirma a Hapvida, ressaltando que que a renegociação de um contrato de plano de saúde não se resume ao percentual de reajuste de preço.
“Os termos efetivos de qualquer negociação de reajuste das condições de precificação de planos empreendida pela Hapvida variam em função de diversos outros fatores, como a região em que as vidas abrangidas se encontram, os termos e condições dos contratos existentes e, não menos importante, da condução da negociação efetiva com cada cliente”, diz a empresa.
Já na segunda (24), a Hapvida recebeu da gestora Squadra carta informando sobre a venda de ações de emissão da companhia.
Em 21 de agosto de 2026, a participação passou a ser de 19.462.487 ações ordinárias, representando aproximadamente 3,87% do total, sendo que 2.806.076 encontram-se doadas em empréstimo.
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Para o Bradesco BBI, o movimento da Squadra acrescenta pressão sobre a percepção de mercado em um momento de baixa visibilidade operacional e financeira, embora a redução da fatia não tenha como objetivo alterar o controle ou a administração da companhia.
Os analistas destacam que a ação HAPV3 apresenta taxa de aluguel de 16,44% e 9,62% do free float alugado, indicando posicionamento vendido relevante.
“A leitura é que a saída parcial de um acionista de referência pode manter o papel sensível à pressão vendedora e à maior volatilidade no curto prazo, enquanto a concentração de posições short também amplia a possibilidade de movimentos de cobertura diante de eventuais avanços na simplificação da estrutura ou na venda de ativos”, diz o BBI.
Na parte de resultados, o balanço do segundo trimestre de 2026 veio bastante fraco, com deterioração importante da rentabilidade.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu 44%, enquanto a margem Ebitda recuou para 6,3%, pressionada principalmente pela piora operacional, com a sinistralidade chegando a 75,2%.
O resultado também aumentou as dúvidas do mercado sobre a capacidade da companhia de recuperar margens e dar visibilidade à geração de caixa.
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