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A grande solução do produtor rural para acessar crédito em 2026, segundo a TerraMagna

16 abr 2026, 12:36 - atualizado em 16 abr 2026, 12:36
produtor rural crédito agronegócio
(Foto: TerraMagna)

Diante de um cenário de margens apertadas, juros elevados e maior seletividade na concessão de crédito, o produtor rural deve recorrer a novas estruturas financeiras para garantir liquidez em 2026 — e uma delas desponta como protagonista.

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Segundo David Telio, diretor de Novas Estruturas Financeiras da TerraMagna, o modelo de Sale & LeaseBack via Fiagro imobiliário tende a ser a principal solução para destravar recursos no campo.

A estrutura funciona com a venda da propriedade para um fundo, que devolve o ativo ao produtor por meio de arrendamento, mantendo ainda uma opção de recompra futura. Na prática, o mecanismo permite transformar patrimônio em caixa sem interromper a operação.

“Depois de tentar crédito com bancos, cooperativas e fornecedores ao longo de 2024 e 2025, muitos produtores agora buscam alternativas usando o próprio patrimônio para gerar liquidez, quitar dívidas e seguir produzindo”, afirma.

crédito fiagros
David Telio, diretor de novas estruturas financeiras na TerraMagna

O movimento ganha força em um momento de pressão generalizada na cadeia do agronegócio. Com custos elevados — especialmente com diesel e fertilizantes — e alta alavancagem, produtores, distribuidores e cooperativas têm recorrido a diferentes formas de financiamento para atravessar o ciclo atual.

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Nesse contexto, os Fiagros imobiliários vêm avançando rapidamente e já representam uma fatia relevante das emissões no mercado, impulsionados pelo tíquete elevado das operações.

Para a TerraMagna, a tendência é de continuidade desse crescimento, mas com uma mudança importante: maior rigor na análise de crédito, exigência de garantias mais robustas e seleção mais criteriosa dos tomadores.

“Não é que o crédito vai sumir — ele vai ficar mais seletivo. E estruturas como o sale leaseback devem ganhar ainda mais espaço justamente por oferecerem segurança ao investidor e liquidez ao produtor”, diz Teixeira.

O momento do agronegócio

Telio ressalta que o cenário atual de margens apertadas deve até piorar se levarmos em conta que a cadeia como um todo está alavancada, seja o produtor, distribuidor de insumos, cooperativas e indústria de insumos.

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“A preocupação do setor esse ano é efetivamente os impactos sobre o diesel pela guerra no Oriente Médio. O agro é muito dependente do combustível seja da porteira para dentro como também no transporte de insumos, cargas e da produção nas rodovias”.

A outra preocupação fica por conta dos fertilizantes. Segundo o diretor da TerraMagna, apenas 47% dos fertilizantes para safra de soja 2026/2027 chegaram no Brasil.

“Estamos realmente dependentes dessa questão e agora com essa escassez, temos um aumento de 50% em média nos preços dos fertilizantes, e isso aperta ainda mais o setor”.

Apesar do aperto financeiro, Telio salienta que o setor não pode deixar de plantar. “Costumamos dizer que quem quebra é o produtor e não a fazenda. A fazenda vai continuar produzindo, seja por ele ou por terceiros. O prejuízo de não plantar em uma área aberta é muito maior quando não há plantio, como o surgimento de doenças”.

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Há 36 anos no setor, o diretor da TerraMagna aponta que todo o segmento está financiando dívidas de anos anteriores para superar as dificuldades e superar os desafios do ano.

“Conheço casas e investidores de Assets que tiveram perdas por conta de recuperações judiciais e inadimplência. Mas olhando o setor como um todo, não dá para deixar de investir no setor que mais responde pelo PIB”.

É hora de investir em Fiagros?

A Empiricus Research adotou uma postura mais cautelosa em relação aos Fiagros e decidiu zerar a exposição ao segmento em sua carteira de renda imobiliária na última virada de mês.

Segundo o analista Caio Nabuco, a mudança de visão reflete principalmente o aumento das incertezas no cenário global, com impactos diretos sobre a cadeia do agronegócio.

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“A instabilidade na cadeia de suprimentos, provocada pela volatilidade global e pelo contexto de guerra, tem pressionado custos, especialmente para os produtores, com possíveis efeitos ao longo de toda a cadeia”, afirma.

Na avaliação da casa, esse ambiente tende a tornar 2026 mais desafiador para o segmento de crédito dos Fiagros.

Além disso, fatores como despesas financeiras elevadas e margens já comprimidas em partes da cadeia produtiva aumentam o risco de estresse no setor.

Apesar de reconhecer que algumas carteiras de Fiagros já demonstraram resiliência ao longo do tempo, a Empiricus entende que o atual conjunto de riscos justifica uma postura mais defensiva no momento.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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