Comprar ou vender?

A pílula mágica: Morgan Stanley elege sua melhor ação de saúde da bolsa; ‘rara combinação’

16 jun 2026, 16:38 - atualizado em 16 jun 2026, 16:38
(Imagem: Divulgação via REUTERS)

Uma rara combinação para investir em uma boa empresa a um preço atrativo. Esse é o caso da RD Saúde (RADL3), que teve seu preço-alvo reduzido de R$ 28 para R$ 25, mas ainda oferece um potencial de valorização de 40%.

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Apesar da redução, o Morgan Stanley vê o papel como a melhor opção para quem busca ganhos no setor de saúde. Na Bolsa, os papéis reagiram positivamente, com alta de 2,31%.

Os analistas argumentam que a queda de 25% acumulada no ano abriu uma oportunidade de compra.

Isso porque o recuo foi impulsionado mais pela percepção de risco do que por uma deterioração dos fundamentos da companhia. Além disso, o papel reúne duas qualidades importantes: crescimento defensivo e alta qualidade.

“Realizamos diversas análises de valuation, incluindo múltiplos históricos e a relação entre ROE e custo de capital próprio, todas corroborando a visão de que a RADL representa uma oportunidade de compra”, afirmam os analistas.

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Entre as preocupações do mercado estão o possível fim da escala 6×1 e um eventual aumento dos custos trabalhistas. Além disso, os juros elevados e a saída de capital estrangeiro têm pressionado ainda mais as ações brasileiras ligadas ao crescimento.

“Contudo, a perspectiva de lucros da RADL permanece resiliente, com revisões consensuais do LPA (Lucro por Ação) amplamente positivas.”

Riscos temporários do RD Saúde

Na avaliação do Morgan Stanley, tanto os riscos relacionados a uma eventual mudança na escala de trabalho quanto aqueles ligados à entrada do Mercado Livre (MELI34) no segmento de entrega de medicamentos são exagerados.

“Nossos estudos sugerem que esses riscos são temporários, administráveis ou já estão mais do que refletidos na avaliação atual.”

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Enquanto isso, os fundamentos da RADL permanecem intactos, sustentados por revisões resilientes de lucros, excelência na execução e exposição defensiva ao varejo farmacêutico brasileiro.

“O crescimento histórico da companhia tem demonstrado pouca correlação com os ciclos do PIB”, destaca o banco.

Os analistas afirmam ainda que a demanda é sustentada pelo:

  • caráter não discricionário, ou seja, obrigatórias dos gastos com saúde;
  • pela venda de medicamentos acessíveis sem prescrição;
  • pelos genéricos e;
  • pelos reajustes anuais de preços.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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