Dólar

Dólar sobe a R$ 5,07 com nova disparada dos Treasuries; divisa acumula queda de quase 2% em julho

31 jul 2026, 17:03 - atualizado em 31 jul 2026, 17:11
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

O dólar à vista ganhou força com o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

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Nesta sexta-feira (31), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0704, com alta de 0,18%.

O dólar acompanhou o desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,03%, aos 99.893 pontos.

Na semana, a moeda norte-americana acumula queda de 0,21% sobre o real. Em julho, a divisa teve desvalorização de 1,79%.

O que mexeu com o dólar hoje?

Segundo Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, o pregão doméstico foi marcado pela volatilidade técnica decorrente da formação da taxa Ptax de fim de mês e pelo atraso na abertura dos negócios na B3.

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O dólar ante o real também acompanhou o movimento do exterior. Por lá, a decisão de juros nos Estados Unidos continuou a reverberar no mercado de câmbio, em meio a relatos de intervenção do governo do Japão no câmbio pelo segundo dia consecutivo.

Segundo dados do Banco Central do Japão (BoJ, na sigla em inglês), o país pode ter vendido até US$ 58,97 bilhões em suas últimas medidas para fortalecer sua moeda.

A projeção do BoJ para as condições do mercado monetário para o dia seguinte sugere uma saída líquida de 8,2 trilhões de ienes, em comparação com previsões das corretoras que variam entre um superávit de 1,4 trilhão de ienes e um déficit de 1,73 trilhão de ienes.

A atividade de compra de ienes envolve o Banco do Japão retirando a moeda dos mercados, portanto qualquer déficit excessivo de fundos pode servir como uma estimativa do tamanho de uma intervenção.

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Segundo a Reuters, o Departamento do Tesouro dos EUA informou um grupo de bancos de que poderia intervir no mercado do iene nesta sexta-feira e orientou as instituições a “estarem preparadas para futura ações”. A notícia sobre a possível intervenção do Tesouro ajudou a fortalecer a moeda japonesa ante o dólar. Por volta de 16h50, a moeda era negociada a 159,09 ienes por dólar, após ser cotada a 163,65 ontem.

Além disso, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americanos, os Treasuries, voltaram a renovar máximas históricas nos vencimentos de 10 e 30 anos. após dois dos três dissidentes da última decisão do Federal Reserve (Fed) voltarem a defender a alta de 25 pontos-base nos juros norte-americanos, que estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

“A inflação tem permanecido teimosamente acima de 2% há mais de cinco anos, e não estou confiante de que ela voltará ao nosso objetivo por conta própria”, disse a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, em comunicado divulgado por seu banco regional.

Em comunicado separado, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, também expressou preocupação com a inflação e afirmou que o Fed deveria ter elevado os juros na quarta-feira, como o primeiro de uma série de aumentos.

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Hammack discordou em três de oito votações nas reuniões de política monetária, enquanto Kashkari discordou seis vezes em 30 votações, de acordo com a Wrightson ICAP.

A presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, foi a terceira autoridade a defender o aumento da taxa básica de juros do banco central em 0,25 ponto percentual, em relação à faixa atual de 3,50% a 3,75%. A votação a favor da manutenção dos juros foi de 9 a 3.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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