Mercados

Wall Street fecha em alta com tecnologia, mas Nasdaq derrete 3% e tem 2º mês de perdas

31 jul 2026, 17:07 - atualizado em 31 jul 2026, 17:11
wall street nasdaq bolsas americanas
Operador na bolsa de Nova York (Foto: REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo)

Os índices de Wall Street fecharam em forte alta, apesar da pressão vinda dos Treasuries e do petróleo — o que acrescentou volatilidade aos ativos no pregão desta sexta-feira (31). As ações de tecnologia conseguiram retomar o fôlego mais perto do fim da sessão.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,53%, aos 52.485,74 pontos;
  • S&P 500: +0,70%, aos 7.489,81 pontos;
  • Nasdaq: +1,00%, aos 25.373,853 pontos.

No mês, o Dow Jones registrou alta de 0,31%. Por outro lado, o S&P 500 registrou ligeira baixa de 0,05%, enquanto o Nasdaq derreteu 3,04%, ambos os índices no segundo mês consecutivo de perdas.

As ações de tecnologia enfrentaram nova rodada de fraqueza com os questionamentos sobre os custos elevados das empresas tech em inteligência artificial (IA).

Amazon e Apple

As ações da Amazon (AMZN) dispararam mais de 15%, depois que a companhia divulgou o maior crescimento no segmento de nuvem em mais de quatro anos, reforçando a confiança dos investidores de que suas apostas multibilionárias em IA estão impulsionando uma nova onda de demanda.

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A alta colocou a Amazon no caminho para acrescentar cerca de US$ 300 bilhões em valor de mercado, já que os investidores ignoraram o aumento de 10% nos gastos de capital planejados, para US$ 220 bilhões, e se concentraram na demanda em expansão da Amazon Web Services (AWS), o motor de lucros no centro da iniciativa de IA da empresa.

Na avaliação da Empiricus Research, a Amazon conseguiu desviar dos receios em relação ao aumento dos investimentos em infraestrutura, o que foi avaliado positivamente pelo mercado.

Segundo a casa de investimentos, o mercado interpretou essa revisão como um sinal favorável, já que a gestão reforçou que esses investimentos são necessários para ampliar a capacidade da AWS e atender à crescente demanda por inteligência artificial.

“A frente de cloud da companhia é uma das mais relevantes do mundo e, segundo estimativas de mercado, detém entre 28% e 31% de market share, consolidando-se como uma das líderes globais em infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial”, afirma.

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Já a Apple (AAPL), por outro lado, tombou mais de 7% e perdeu o posto de companhia mais valiosa do mundo para a Nvidia (NVDA).

A receita e o lucro do trimestre ficaram acima do esperado, impulsionados por um avanço de 22% nas vendas do iPhone.

Contudo, a companhia prevê cenário mais fraco adiante, mencionando “restrições de fornecimento”.

Conflito no Oriente Médio

A commodity avançou hoje após a notícia de que a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) disse ter interceptado e atingido dois navios-tanque que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz, enquanto quatro embarcações mudaram de rota e retornaram após ignorarem advertência das forças iranianas.

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Do lado norte-americano, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã não terá mais capacidade militar em breve e que está perdendo a confiança de um acordo com Teerã em meio a “mentiras” do país persa.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia em alta de 1,21%, a US$ 87,93 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro teve ganho de 1,29%, a US$ 84,67 o barril.

No mês, o Brent disparou 23,5%, enquanto o WTI saltou 21,8%. O petróleo avançou em julho com a retomada da troca de ataques entre EUA e Irã e a ameaça de bloqueio marítimo dos houthis do Iêmen, aliados do Irã, à Arábia Saudita.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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