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Ações da Netflix despencam 10% após divulgação do balanço; o que o Itaú BBA acha desse tombo?

17 jul 2026, 11:19 - atualizado em 17 jul 2026, 11:31
Tela da Netflix. Imagem: Reprodução/Site

A Netflix divulgou seus resultados do segundo trimestre ontem, e o mercado parece não ter gostado do que viu.

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As ações NFLX negociadas na Nasdaq chegaram a cair mais de 10% antes da abertura do pregão nesta sexta-feira (17). Por volta das 11h, o papel tinha queda de 8,94%, a US$ 67,73.

Como veio o balanço

A empresa registrou lucro líquido de US$ 3,4 bilhões, um aumento de 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro por ação diluída no trimestre foi de US$ 0,80, contra os US$ 0,72 no mesmo período do ano anterior e superando levemente as previsões dos analistas da FactSet, de US$ 0,79 por ação diluída.

A receita da gigante de streaming ficou em US$ 12,56 bilhões, levemente abaixo dos US$ 12,58 bilhões previstos pelos analistas.

O que mais pegou, porém, foi que a empresa reduziu sua previsão de receita para o ano inteiro, enquanto investidores esperavam por um aumento. A companhia agora prevê uma receita entre US$ 51 bilhões e US$ 51,4 bilhões para o ano, em comparação com uma faixa anterior de US$ 50,7 bilhões a US$ 51,7 bilhões.

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Analistas consultados pela FactSet projetam uma receita de US$ 51,38 bilhões, que está acima do ponto médio da faixa da Netflix.

O que o Itaú BBA achou

Na avaliação do Itaú BBA, essa reação negativa do mercado parece refletir mais uma preocupação com o ritmo de crescimento da Netflix do que uma deterioração dos fundamentos do negócio.

O banco destaca que a companhia entregou receita e lucro em linha com as próprias projeções, mas as expectativas dos investidores eram mais elevadas diante do aumento dos investimentos, dos reajustes de preços em alguns mercados e da expansão de iniciativas como publicidade, jogos e novos formatos de conteúdo.

Além disso, a empresa reduziu o teto de sua projeção de receita para 2026, movimento que acabou atraindo atenção negativa.

Boas estratégias

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Para o Itaú BBA, a principal questão continua sendo se a Netflix está próxima de um teto de crescimento ou se conseguirá abrir novas avenidas capazes de reacelerar sua expansão.

Os analistas afirmam que a estratégia da empresa segue bem estruturada e se diferencia da concorrência, mas ponderam que transformar essas apostas em crescimento relevante pode levar mais tempo do que o mercado gostaria.

O banco chama atenção para iniciativas que considera únicas no setor, como o desenvolvimento de jogos em nuvem voltados para famílias, a ampliação da atuação em publicidade, a entrada em novos formatos, como podcasts e vídeos verticais, e a estratégia de monetização de eventos esportivos ao vivo sem comprometer a rentabilidade.

Ainda assim, avalia que, devido ao tamanho já alcançado pela plataforma, os resultados dessas apostas dificilmente aparecerão de forma imediata.

Recomendação

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Apesar dos questionamentos de curto prazo, o Itaú BBA manteve recomendação de outperform (equivalente a compra) para as ações da Netflix, com preço-alvo de US$ 109.

O banco ressalta, porém, que a falta de indicadores operacionais sobre o desempenho das novas iniciativas — como métricas de engajamento e assinantes — torna mais difícil acompanhar a evolução da estratégia, aumentando a necessidade de paciência por parte dos investidores enquanto a empresa busca destravar uma nova fase de crescimento.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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