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Fluxo estrangeiro melhora em julho; dois fatores podem explicar o movimento, segundo a XP

17 jul 2026, 11:11 - atualizado em 17 jul 2026, 11:14
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B3 (Imagem: Pixabay)

Após dois meses de fortes retiradas de recursos, o fluxo de investidores estrangeiros para a bolsa brasileira começou a dar sinais de recuperação em julho. A melhora acontece em meio a uma inflação mais benigna no Brasil e a um aumento das dúvidas em torno da tese de inteligência artificial (IA).

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Nos primeiros dias de julho, os investidores estrangeiros acumularam entrada líquida de R$ 1,1 bilhão no mercado à vista e de R$ 800 milhões em contratos futuros. Para a XP Investimentos, o movimento interrompe, ao menos por enquanto, a sequência de saídas observada desde meados de abril.

A corretora destaca que a recuperação coincidiu com dois eventos importantes. O primeiro foi a divulgação de um IPCA mais fraco, que favoreceu a percepção sobre o cenário de juros no Brasil.

O segundo foi o aumento da volatilidade e das incertezas em torno da tese de inteligência artificial, que vinha atraindo capital para mercados como Estados Unidos, Coreia do Sul e Taiwan.

Como reflexo desse cenário, a bolsa brasileira registrou, após a divulgação do IPCA, a maior entrada diária de capital estrangeiro desde 10 de abril, de R$ 1,5 bilhão.

Posicionamento estrangeiro segue leve

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A XP avalia que o posicionamento dos investidores internacionais no Brasil ainda permanece leve.

A análise ocorre após um primeiro semestre marcado por forte volatilidade do capital estrangeiro. As entradas acumuladas chegaram a R$ 69,1 bilhões em meados de abril, mas perderam força nos meses seguintes, diante do ressurgimento da tese de IA, da deterioração das expectativas para inflação e juros no Brasil e do aumento do ruído político doméstico.

Na visão da XP, esses fatores explicam a reversão observada nos últimos meses, mas os primeiros dados de julho sugerem que a intensidade das saídas começou a diminuir.

Enquanto isso, os investidores institucionais brasileiros mudaram de comportamento. Depois de registrarem compras líquidas em junho, eles passaram a vender ações em julho, acumulando saídas de R$ 3,1 bilhões até o momento.

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A XP também observa que a indústria de fundos continua enfrentando dificuldades, especialmente nos multimercados, mas entende que o principal fator para o desempenho da bolsa segue sendo o comportamento do investidor estrangeiro.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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