Ações da Telefônica (VIVT3), dona da Vivo, e da TIM (TIMS3) ‘driblam’ aversão a risco local à espera de balanço do 2T26
As ações da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, e da TIM (TIMS3) se destacam entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (24), em dia de baixo fluxo e aversão a risco no mercado doméstico, na expectativa dos resultados do segundo trimestre (2T26).
Por volta de 15h40 (horário de Brasília), VIVT3 avançava 2,10% (R$ 35,43) e TIMS3 subia 2,40 (R$ 21,76). No mesmo horário, o IBOV caía 1,35%, aos 174.330,05 pontos.
As duas operadoras de telefonia divulgam os balanços do 2T26 na próxima segunda-feira (27), depois do fechamento dos mercados.
O Santander espera resultados “robustos”, com TIM e Vivo apresentando melhora nas tendências operacionais em relação ao primeiro trimestre (1T26).
“Esperamos que operadoras registrem um crescimento saudável da receita de serviços móveis (MSR), embora acreditemos que a Vivo deva continuar superando a concorrente nesse indicador”, escreveram os analistas Felipe Cheng e Cesar Davanco em relatório no início do mês.
Eles ainda destacam que as empresas devem retomar a trajetória de expansão da margem Ebitda, resultando em um crescimento sólido de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) em cerca de 7% – considerado “alto”.
“Na nossa visão, a confirmação de resultados fortes no segundo trimestre deve ajudar a restaurar o momento positivo para o setor, após a queda das ações nos últimos meses”, acrescentou a dupla de analistas.
O banco tem recomendação de compra para as ações das duas operadoras. O preço-alvo para TIMS3 é de R$ 26 no fim do ano, o que representa um potencial de valorização de 22,3% sobre o preço de fechamento de ontem (23).
Para VIVT3, o preço-alvo é de R$ 42 em dezembro, o que implica em um potencial de alta de cerca de 21% sobre o preço de fechamento da véspera.
Expectativas para VIVT3
Nas contas do Santander, a Vivo deve reportar uma receita líquida consolidada de R$ 15,6 bilhões, o que representa crescimento de 6,6% na comparação anual, impulsionado pela combinação de tendências sólidas tanto na operação móvel quanto na fixa.
No segmento móvel, os reajustes de preços do pós-pago implementados em abril e a forte adição líquida de assinantes devem sustentar um crescimento robusto da receita de serviços móveis (MSR) de 6,7% na comparação anual, em linha com o observado no 1T26.
No segmento de telefonia fixa, os analistas projetam um crescimento de receita de 5,1% na comparação anual, também semelhante ao trimestre anterior, impulsionado principalmente pelo crescimento de um dígito alto (high single digit) nas operações de FTTH e B2B.
Em termos de rentabilidade, o banco estima um Ebitda de R$ 6,6 bilhões, alta de 11% na comparação anual, com margem de 42,2%, expansão de 170 pontos-base em relação ao ano anterior.
Já o lucro líquido deve somar R$ 1,8 bilhão, crescimento de 32% na comparação anual, equivalente a uma margem líquida de 11,4%.
Os números esperados para TIMS3
O banco também projeta uma receita líquida consolidada de R$ 7,0 bilhões, crescimento de 6% na comparação anual.
“Embora esperemos uma desaceleração natural do crescimento da MSR em relação ao 1T26, uma vez que os reajustes de preços foram realizados em fevereiro, acreditamos que o indicador permanecerá em um nível saudável, com alta de 4,9% na comparação anual, apoiado pelo forte crescimento da operação B2B, que deve continuar contribuindo positivamente nos próximos trimestres”, afirmaram os analistas Felipe Cheng e Cesar Davanco.
A receita de serviços fixos deve seguir crescendo em ritmo forte, com alta de 25% na comparação anual, beneficiada pela recente aquisição da V8, nas contas do Santander.
Em termos de rentabilidade, a dupla de analistas projeta um Ebitda de R$ 3,6 bilhões, avanço de 7,2% na base anual, com margem de 51,4%, expansão de 60 pontos-base.
Para o lucro líquido, a expectativa é de R$ 1,1 bilhão, alta de 13% na comparação anual, equivalente a uma margem líquida de 15,8%.