Wall Street

Wall Street cai com barril de Brent acima de US$ 90

08 set 2026, 17:06 - atualizado em 08 set 2026, 17:11
Mercado Mercados Ibovespa Morning Wall Street Agenda
(Imagem: iStock/KanawatTH)

Após o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, Wall Street encerrou o pregão desta terça-feira (8) em tom negativo, com o mercado acompanhando de perto as tensões entre Estados Unidos e Irã, as relações comerciais com o Canadá e o avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries).

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,18%, aos 52.786,07 pontos;
  • S&P 500: -0,58%, aos 7.673,52 pontos;
  • Nasdaq: -0,32%, aos 26.421,413 pontos.

Escalada das tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo subiram pelo sexto dia consecutivo: o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 0,95%, a US$ 97,92 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no maior nível desde julho.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro subiu 1,69%, a US$ 93,03 o barril.

Os Estados Unidos mantêm a pressão econômica contra o Irã. Nesta terça-feira, o governo Trump impôs sanções a elementos adicionais da indústria de aviação iraniana, com as restrições buscando isolar o regime persa ao atingir 36 empresas aéreas comerciais e privadas.

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Com a escalada dos preços do petróleo, os investidores aumentaram as preocupações com a inflação e reforçaram a precificação de uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) na próxima decisão, em 16 de setembro.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 58,2% de chance de o Fed elevar os juros em 25 pontos-base na próxima decisão. A probabilidade de manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75% é de 41,8%.

EUA-Canadá

As tarifas de retaliação do Canadá sobre produtos norte-americanos entraram em vigor hoje.

As tarifas canadenses vêm na sequência das tarifas de 50% que os Estados Unidos impuseram sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses no mês passado, após o fracasso de várias rodadas de negociações.

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“Temos tudo o que precisamos para mudar de rumo e prosperar”, disse o primeiro-ministro canadense Mark Carney, em um vídeo publicado no YouTube nesta terça-feira.

“Essa mudança terá um custo. Sempre há um custo para agir. Mas não chega nem perto do custo de ficar parado”, disse ele.

À espera de dados de inflação

O mercado operou à espera de novos dados de inflação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) será divulgado na próxima sexta-feira (11).

Para o UBS GW, o dado será decisivo para reforçar ou enfraquecer a perspectiva de uma alta de juros pelo Fed.

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Na avaliação de estrategistas do banco, após três meses de leituras relativamente benignas do CPI núcleo na comparação mensal — 0,21% em maio, -0,02% em junho e 0,22% em julho —, provavelmente seria necessária uma nova leitura contida da inflação para desestimular o Fed a elevar os juros ainda este mês.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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