Mercados

Na contramão de NY, Ibovespa sobe 1% com avanço de Flávio nas pesquisas eleitorais; dólar cai a R$ 5,08

08 set 2026, 17:22 - atualizado em 08 set 2026, 17:26
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(Imagem: iStock/KanawatTH)

O Ibovespa (IBOV) voltou a subir nesta terça-feira, impulsionado pelo cenário eleitoral, com o estreitamento da diferença entre os principais candidatos, e a alta do preço do petróleo no mercado internacional.

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Nesta terça-feira (8), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,20%, aos 187.366,84 pontos. Mais cedo, o Ibovespa disparou e chegou a subir mais de 2,34%, aos 189.487,70 pontos, tocando o maior nível desde abril.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0858, em queda de 0,88%.

Por aqui, os investidores seguiram com o cenário eleitoral em foco. A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente empatados, com 41% das intenções de voto no segundo turno das eleições presidenciais.

Já no levantamento BTG Pactual/Nexus, em eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro seguiram empatados tecnicamente, mas o senador superou o presidente numericamente pela primeira vez na série iniciada em 30 de março. Flávio Bolsonaro atingiu 46% contra 45% de Lula, invertendo os porcentuais das duas últimas semanas.

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De acordo com o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, o avanço vem tanto do exterior, com o petróleo mais caro beneficiando ações ligadas a commodities, quanto de fatores internos, com o estrangeiro de olho no cenário eleitoral.

“A escalada de uma crise institucional envolvendo o Judiciário também entra no radar dos investidores, somando-se à tensão política que já vinha do noticiário eleitoral”, acrescenta. “Mesmo com as bolsas caindo lá fora, o mercado brasileiro segue na contramão, embalado por esse conjunto de fatores domésticos.”

Altas e quedas do Ibovespa

As blue chips voltaram a impulsionar o Ibovespa. A Petrobras (PETR4;PETR3) avançou em linha com o petróleo. PETR3 avançou 2,36% (R$ 53,24) e PETR4 subiu 2,08% (R$ 48,09), sendo a ação mais negociada da B3.

O setor de bancos também manteve o ritmo positivo da última sessão: o Índice Financeiro (IFNC) teve ganho de 1,30%.

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A Vale (VALE3), que detêm 11% de participação do índice, fechou com alta de 0,51% (R$ 79,02).

Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

A ponta positiva do IBOV foi liderada por MRV (MRVE3), com ganho de 4,68% (R$ 5,81), em linha com o alívio da curva de juros futuros.

Já a ponta negativa foi encabeçada por Azzas 2154 (AZZA3), com queda de 3,62%, a R$ 17,05.

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Na véspera, a agência classificadora de riscos S&P National Ratings cortou a nota de crédito nacional da Azzas 2154 (AZZA3) de “brAA+” para “brAA” e a colocou em observação negativa.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram em queda com o avanço do conflito no Oriente Médio. Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram a infraestrutura energética da Arábia Saudita.

Com isso, pela manhã, os preços do petróleo chegaram a operar na faixa dos US$ 100. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, voltaram a subir.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,18%, aos 52.786,07 pontos;
  • S&P 500: -0,58%, aos 7.673,52 pontos;
  • Nasdaq: -0,32%, aos 26.421,413 pontos.
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Na Europa, os mercados fecharam sem direção única. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em leve queda de 0,05%, aos 649,60 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram o pregão em baixa diante da disparada do petróleo. O índice Nikkei, do Japão, recuou 1,70%, aos 65.269,33 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,38%, aos 25.317,18 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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