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Construtoras recuam na Bolsa após governo descartar cortes nos juros do MCMV

09 fev 2026, 15:35 - atualizado em 09 fev 2026, 15:35
Construção civil construtoras (Imagem: Drazen_/istockphoto)
(Imagem: Drazen_/istockphoto)

As incorporadoras e construtoras listadas em bolsa operam majoritariamente em queda nesta segunda-feira (9), pressionadas por declarações do ministro das Cidades, Jader Filho, que afirmou que o Governo Federal não pretende reduzir os juros do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mesmo diante da expectativa de queda da taxa Selic ao longo deste ano.

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Por volta das 15h (horário de Brasília), os papéis da MRV (MRVE3), Direcional Engenharia (DIRR3) e Cury (CURY3), empresas com foco em habitação popular, recuavam cerca de 0,67%, 1,14% e 1,04%, respectivamente, na B3.

Na contramão do setor, as ações da construtora Tenda (TEND3), que também atua no segmento do MCMV, avançavam aproximadamente 0,77%.

Juros do MCMV não devem cair

Durante evento realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, o ministro Jader Filho destacou que as taxas de financiamento do programa já estão nas mínimas históricas.

“Estamos na menor taxa da história do Minha Casa, Minha Vida. Na Faixa 1, que atende famílias com renda de até R$ 2.850, o juro é de 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste e de 4,25% nas demais”, afirmou.

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“Não há previsão de baixar mais esses juros, e acreditamos que, pelos resultados, essa taxa está atendendo às necessidades do povo brasileiro”, acrescentou.

Projeções

Apesar da sinalização, o ministro pontuou que o Brasil deve encerrar 2026 com cerca de 3 milhões de contratos assinados no âmbito do Minha Casa, Minha Vida desde 2023.

Ele também comentou as expectativas do programa em caso de eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro.

“A projeção é contratar 1,5 milhão de unidades em 2027”, disse. “Se permanecer da maneira que está, seguramente, é possível continuar ampliando e avançando nas contratações.”

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MCMV sustenta otimismo do setor imobiliário

Em relatório divulgado recentemente, o BTG Pactual manteve uma perspectiva otimista para o setor de construção civil em 2026, com destaque justamente para as companhias voltadas ao segmento de baixa renda.

No documento, o banco avalia que o forte impulso do Minha Casa, Minha Vida deve continuar, apoiado por possíveis atualizações nas condições do programa e por um orçamento robusto dentro do FGTS.

Na avaliação da casa, esses fatores tendem a preservar margens e retornos elevados por mais tempo, o que deve favorecer os resultados das empresas.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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