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Açúcar sobe com onda de calor na Europa; cacau avança 20% em NY na semana

26 jun 2026, 17:26 - atualizado em 26 jun 2026, 17:26
Açúcar usda
(iStock.com/Andrii Shablovskyi)

Os contratos futuros do açúcar na bolsa ICE subiram nesta sexta-feira (26), à medida que os operadores deixaram de lado a queda nos preços do petróleo para se concentrarem na onda de calor recorde na Europa e nos temores de que o fenômeno climático El Niño possa prejudicar a produção.

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O cacau registrou enormes ganhos semanais, com os futuros de cacau em Nova York subindo 20%.

O açúcar bruto fechou em alta de 0,43 centavo, ou 3,2%, a 13,98 centavo por libra-peso, após atingir uma máxima de duas semanas e meia, de 14,09 centavo. O mercado registrou alta de 2,8% na semana.

“Estamos encontrando suporte no mercado (devido) à situação climática na Índia, Europa, Tailândia, Flórida e em outros lugares”, disse o analista sênior e consultor de açúcar Michael McDougall.

Ele observou que a atual onda de calor na Europa foi reconhecida como a pior já registrada, as chuvas de monção na Índia caíram 42%, e a Tailândia enfrenta clima quente e seco.

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No entanto, o que está limitando as perdas no mercado de açúcar são os preços mais baixos da energia, o que aumenta a perspectiva de que mais cana seja utilizada para a produção de açúcar, em vez de etanol como biocombustível.

O açúcar branco subiu 4,3%, para US$ 464,00 por tonelada métrica, após atingir uma máxima de quase três meses, de US$ 466. Ele registrou alta de 5,2% na semana, já que os problemas na Europa afetam mais fortemente o mercado de açúcar branco.

Café

O café robusta fechou em queda de US$ 35, ou 1%, a US$ 3.627 por tonelada, após atingir uma máxima de três meses de US$ 3.692 na quinta-feira.

“O El Niño representa um importante risco de alta para os preços do robusta, devido ao seu potencial de trazer condições mais quentes e secas para o Sudeste Asiático e a Índia”, afirmou o Rabobank em uma nota.

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O café arábica caiu 1,2% na sessão, para US$ 2,732 por libra-peso, após atingir uma máxima de quase seis semanas de US$ 2,8480 por libra-peso na quarta-feira.

As recentes chuvas no Brasil, associadas ao El Niño, causaram alguns problemas de qualidade e retardaram o andamento da colheita, embora, de modo geral, ainda se espere que o maior produtor mundial de arábica tenha uma safra excepcional nesta temporada.

A analista de commodities agrícolas Judith Ganes afirmou que o tempo no cinturão cafeeiro brasileiro deve melhorar pelos próximos dez dias, pelo menos, o que ajudará na colheita.

Cacau

O cacau de Londres fechou em queda de £112, ou 2,8%, a £3.820 por tonelada, após ter atingido uma máxima de cinco meses de £4.014 na quinta-feira. O mercado de Londres registrou alta de 16% na semana.

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O cacau de Nova York caiu 2,9% na sessão, para US$ 5.095 por tonelada. O mercado registrou alta de 20% na semana.

O Rabobank afirmou que o cacau está sendo impulsionado pela “transição para um evento ativo do El Niño, pelo abrandamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e por um início lento no desenvolvimento da safra principal de 2026/27 da África Ocidental”.

O banco, no entanto, ainda prevê um excedente na safra de 2026/27 e considera os prêmios de risco relacionados ao El Niño um pouco supervalorizados.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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