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Allos (ALOS3) entrega balanço ‘acima do esperado’ no 2T26, dizem analistas; bancos veem dividendos de até 13% para ação

07 ago 2026, 11:40
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Allos (ALOS3) entrega balanço 'acima do esperado' no 2T26, dizem analistas; bancos veem dividendos de até 13% para ação (Imagem: Andrey X/ Canva Pro)

Negociadas dentro do índice Ibovespa, as ações da Allos (ALOS3) operam em leve alta nesta sexta-feira (7), um dia após à divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26). Entre analistas, a avaliação é de que os números vieram positivos.

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Por volta das 10h30 (de Brasília), os papéis da administradora de shopping centers subiam 0,70% na bolsa de valores, cotados a R$ 27,19, enquanto, no mesmo horário, o IBOV, principal indicador da B3, avançava 0,14%, aos 175.798 pontos. Acompanhe o tempo real.



Allos entrega resultado acima do esperado, diz Safra

Entre abril e junho, a Allos registrou lucro líquido de R$ 294 milhões, crescimento de 57,7% sobre o apurado no mesmo intervalo de 2025.

Segundo a companhia, o número foi puxado pelo maior faturamento com mídia nos shoppings e pelo desenvolvimento imobiliário nos entornos dos ativos.

A empresa reportou Ebitda ajustado de R$ 525,4 milhões, alta de 10,5% em um ano, e receita líquida de R$ 732,3 milhões, com avanço de 11,6%.

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Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 533,7 milhões e receita líquida de R$ 708,4 milhões, de acordo com dados da LSEG.

Segundo o Safra, a Allos apresentou um trimestre “acima das expectativas”, com vendas resilientes, crescimento das receitas de serviços e controle de despesas compensando os impactos do Shopping Tijuca, que foi afetado por um incêndio ocorrido em janeiro.

Devido a esse indecente, os custos imobiliários da companhia aumentaram 37% na comparação anual, com maiores provisões relacionadas ao empreendimento.

Com isso, a margem NOI (resultado operacional dos shoppings) ficou em 91,8% no 2T26, recuo de 1,5 ponto percentual em um ano.

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Mesmo com a pressão, o NOI chegou a R$ 601 milhões, alta de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O Safra destacou ainda que parte da surpresa positiva veio da venda de um terreno, que adicionou cerca de R$ 15 milhões à receita do segundo trimestre. Sem esse efeito, o resultado ainda teria ficado positivo, segundo o banco.

Outro destaque, de acordo com os analistas, foi a receita de serviços, que aumentou 40%, impulsionada principalmente pelo crescimento da operação de mídia da Helloo. A receita de estacionamento também avançou, com alta de 6,2%, para R$ 133 milhões.

Indicadores operacionais

O Safra pontou ainda que a companhia manteve um ritmo operacional resiliente, com crescimento anual de 3,2% nas vendas nas mesmas lojas (SSR) e alta de 4% nas vendas por metro quadrado.

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Já as vendas dos lojistas somaram R$ 10,5 bilhões no trimestre, avanço de 3,4%.

Apesar de considerar a reação das ações neutra após os resultados, o banco manteve recomendação outperform (equivalente à compra) para ALOS3.

A casa estima que a companhia pode entregar um dividend yield de 12,9% até o fim de 2026 e uma taxa interna de retorno real de 13% considerando os fluxos futuros de caixa.

BTG vê ação atrativa com dividendos e venda de ativos

Na mesma linha, o BTG Pactual apontou que a Allos entregou resultados acima das expectativas no 2T26, com crescimento de receita, Ebitda e geração de caixa.

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De acordo com o banco, o FFO por ação chegou a R$ 0,66, alta de 14% na comparação anual e 9% acima da estimativa.

O desempenho, de acordo com os analistas, foi impulsionado principalmente pelo crescimento das receitas de serviços, mídia nos shoppings e desenvolvimento imobiliário.

Apesar do bom desempenho financeiro, o BTG destacou que os indicadores operacionais permaneceram pressionados pelo impacto do Shopping Tijuca, que ainda tinha lojas fechadas durante o trimestre.

O banco também manteve recomendação de compra para ALOS3 e destacou que a companhia oferece uma combinação atrativa de dividendos e potencial de valorização. A expectativa é que a empresa distribua cerca de 13% ao ano em dividend yield.

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Outro possível catalisador citado pela casa são novas vendas de ativos. O BTG aponta que eventuais operações desse tipo, incluindo negociações em andamento, podem gerar valor adicional para os acionistas.

Bradesco BBI reforça tese de compra

O Bradesco BBI também avaliou positivamente o resultado da Allos e afirmou que o balanço reforça a resiliência operacional da companhia e a eficiência na gestão de despesas.

Segundo o banco, o aumento da receita líquida foi impulsionado principalmente pelo avanço de 40% nas receitas de serviços, especialmente no segmento de mídia.

Quanto à alta do Ebitda ajustado, os analistas disseram que foi beneficiado pela redução das despesas gerais e administrativas.

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“As métricas operacionais foram sólidas, com as vendas totais atingindo R$ 10,5 bilhões, embora tenham apresentado leve desaceleração devido aos efeitos do calendário da Copa do Mundo em junho”, disse o BBI.

“Esperamos uma reação levemente positiva do mercado aos resultados. Os números reforçam a resiliência operacional da companhia e a gestão eficiente de despesas, sustentando nossa recomendação de compra baseada em múltiplos atrativos e forte geração de caixa”, acrescentou.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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