Economia

Alta de 1 p.p. na Selic é ‘apropriada’ ao câmbio depreciado, inflação alta e piora de expectativas, mostra ata do Copom

04 fev 2025, 8:30 - atualizado em 04 fev 2025, 8:48
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(Imagem: Agência Brasil)

Os diretores do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), dizem que a indicação de mais uma alta de 1 ponto percentual (p.p.) na Selic na próxima reunião é “apropriada” ao cenário atual, assim como a decisão de seguir o guidance em janeiro.

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O Comitê elevou, em unanimidade, os juros de 12,25% para 13,25% ao ano na semana passada — o maior patamar desde setembro de 2023. Além disso, indicou que pode aumentar a taxa para 14,25% em março.

“O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária mais contracionista”, afirmam na ata sobre a última reunião do Copom.

Além disso, o BC cita a preocupação com os determinantes de prazo mais curto, como a taxa de câmbio. “Comitê acompanhou com atenção os movimentos do câmbio, que tem reagido, notadamente, às notícias fiscais domésticas, às notícias da política econômica norte-americana e ao diferencial de juros”, destacou no documento divulgado nesta terça-feira (4).

Do lado internacional, os diretores também alertaram sobre a efetivação de determinadas políticas nos Estados Unidos, que pode pressionar os preços de ativos domésticos.

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“O ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, o que suscita mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed“.

Sobre o guidance para além de março, o Copom mantém a posição de que a magnitude do ciclo de aperto monetário será ditada pelo “firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”. Em especial, cita os componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.

Veja a ata do Copom

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Editora-assistente
Editora-assistente no Money Times e graduada em Jornalismo pela Unesp - Universidade Estadual Paulista. Atua na área de macroeconomia, finanças e investimentos desde 2021.
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Editora-assistente no Money Times e graduada em Jornalismo pela Unesp - Universidade Estadual Paulista. Atua na área de macroeconomia, finanças e investimentos desde 2021.
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