Petróleo sobe acima de 2% enquanto investidores duvidam de negociações de paz entre EUA e Irã
Os preços do petróleo sobem acima de 2% nesta sexta-feira (22), mas caminhavam para uma perda semanal, à medida que investidores demonstravam dúvidas sobre as perspectivas de um avanço nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam US$ 2,95, ou 2,88, para US$ 105,50 por barril às 5h22 (horário de Brasília), enquanto os futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiam US$ 2,26, ou 2,35%, para US$ 98,61.
- SAIBA MAIS: Onde investir para buscar maximizar o seu patrimônio?Use o simulador gratuito do Money Times e receba recomendações de investimento com estratégia e segurança
Na comparação semanal, o Brent acumulava queda superior a 4%, enquanto o WTI recuava mais de 7%, com os preços oscilando fortemente conforme mudavam as expectativas sobre um acordo de paz.
Uma fonte sênior iraniana disse à Reuters que as divergências com os EUA diminuíram, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, mencionou “alguns sinais positivos” nas negociações. Ainda assim, os países seguem divididos sobre o estoque de urânio de Teerã e o controle sobre o Estreito de Ormuz.
“Os preços do petróleo só tenderão a cair quando os fundamentos do mercado melhorarem de forma significativa, algo que parece destinado a se prolongar até 2027”, afirmou David Oxley, economista-chefe de commodities da Capital Economics.
Seis semanas após a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo, os esforços para encerrar a guerra demonstraram pouco progresso, enquanto os elevados preços do petróleo aumentaram as preocupações com a inflação e as perspectivas para a economia global.
“O WTI provavelmente permanecerá na faixa entre US$ 90 e US$ 110 na próxima semana, como vem ocorrendo desde o fim de março”, disse Satoru Yoshida, analista de commodities da Rakuten Securities.
A BMI, unidade da Fitch Solutions, elevou sua previsão média para o preço do Brent em 2026 de US$ 81,50 para US$ 90, refletindo o déficit de oferta, o tempo necessário para reparar a infraestrutura energética danificada no Oriente Médio e o período de normalização pós-conflito estimado entre seis e oito semanas.
Cerca de 20% do fornecimento global de energia transitava pelo estreito antes da guerra, que retirou do mercado 14 milhões de barris por dia de petróleo — ou 14% da oferta global — incluindo exportações da Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
O fluxo total de petróleo pelo estreito não será retomado antes do primeiro ou segundo trimestre de 2027, mesmo que o conflito termine agora, afirmou o presidente da estatal petrolífera dos Emirados Árabes Unidos, ADNOC.