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Americanas (AMER3) conclui 2º fechamento parcial da venda de ativos da Hortifruti Natural da Terra em SP

22 set 2026, 8:55 - atualizado em 22 set 2026, 8:56
americanas amer3
(Imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino)

A Americanas (AMER3) informou ao mercado a conclusão do segundo fechamento parcial da venda dos ativos de mais uma loja da rede Hortifruti Natural da Terra, no Estado de São Paulo, para o Grupo Fartura de Hortifrut, dono da Oba Hortifruti.

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Com a nova etapa, foram transferidos ao comprador a posse e os ativos utilizados na operação da quarta das dez lojas deficitárias incluídas no acordo. O contrato, anunciado em maio de 2026, prevê a alienação integral desses ativos por um preço total de R$ 69,3 milhões.

Segundo o comunicado divulgado na noite de segunda-feira (21), o Oba Hortifruti pagou R$ 627.698,55 nesta etapa, valor equivalente a 6,038% da parcela à vista prevista para esse fechamento parcial. Desse montante, foram deduzidos os chamados Valores Custo M&A, conforme previsto no plano de recuperação judicial da companhia.

O saldo remanescente foi depositado na Conta Pagamentos M&A para amortização extraordinária das debêntures da 22ª emissão da Americanas, em linha com o plano de recuperação judicial.

O restante do preço referente aos ativos fechados nesta etapa será pago em 24 parcelas mensais, iguais e consecutivas, com vencimento no dia 15 de cada mês, corrigidas pela variação positiva do CDI desde a data do fechamento até o pagamento.

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Futuro da Americanas

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Enquanto o noticiário é tomado pelas dificuldades que o varejo enfrenta, com nomes reconhecidos entrando em recuperação judicial, a Americanas caminha trimestre a trimestre na busca por fechar esse capítulo, que enfrenta desde 2023. A expectativa é que a companhia deixe o processo ainda neste ano.

Em entrevista ao Money Times, o CEO da varejista, Fernando Soares, e o CFO, Sebastien Durchon, recordaram que a solicitação para saída da recuperação judicial ocorreu de forma antecipada no fim de março deste ano e a efetivação depende de decisão judicial.

Inicialmente, esperava-se que isso ocorresse entre quatro e cinco meses, período esse já extrapolado. Os executivos evitaram cravar uma data ou mês, mas a expectativa é de que ocorra ainda em 2026.

A administração da Americanas considera 2026 como um ano de estabilização do caixa e consolidação da transformação. À medida que os indicadores melhorarem, a varejista pretende acelerar iniciativas voltadas para geração de valor.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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