Mercados

Bolsas de NY fecham sem direção única em meio à recuperação do setor de tech

06 nov 2026, 19:05
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
Operador na bolsa de Nova York (Foto: REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo)

As bolsas de Nova York encerraram a sessão desta sexta-feira (6) sem direção única, mas acumularam forte queda na semana.

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O setor de tecnologia recuperou parte das perdas do pregão anterior à medida que alguns investidores compraram as ações de chips em meio à queda generalizada. O movimento ocorreu após o Nasdaq ter registrado, na véspera, seu pior tombo intradiário desde abril de 2025.

O Dow Jones caiu 0,46%, aos 51.285,73 pontos e perdeu 0,94% na semana. O S&P 500 avançou 0,31%, a 7.376,86 pontos, caindo 2,68% na semana. Já o Nasdaq encerrou em alta de 1,09%, nos 24.579,42 pontos, recuando 3,37% na semana.

O que mexeu com as bolsas de NY?

Temores de uma eventual desaceleração no ritmo de construção de data centers, após expressivas vitórias democratas na Câmara, no Senado e em governos estaduais considerados estratégicos, pesaram sobre os mercados dos EUA durante a semana. Nesta sexta-feira, porém, os principais índices voltaram a avançar, em um movimento que pode refletir correção.

As ações da Micron Technology subiram 5,12% após uma queda de 17% na quinta-feira. A Nvidia ganhou 2,78% após uma queda de 9% no dia anterior e voltou ao território positivo no ano.

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Na outra ponta, o setor de energia do S&P 500 liderou as perdas da semana entre os 11 segmentos do índice. O grupo recuou cerca de 12% no período, quase o dobro da queda registrada pelo segundo pior desempenho, o de tecnologia da informação.

Os investidores também reagiram ao relatório de empregos, o payroll, de setembro, que veio muito acima das previsões, além da taxa de desemprego ter caído. Segundo Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital Nova York, os dados confirmaram que a economia norte-americana está acelerando.

Já Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, destaca que o payroll reforçou a leitura de um mercado de trabalho resiliente e elevou a precificação de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na reunião de dezembro.

No entanto, o analista avalia que a alta dos rendimentos dos Treasuries impediu um alívio mais amplo e manteve o tom de cautela nos ativos de risco.

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A presidente do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta sexta-feira que o BC norte-americano pode precisar apertar ainda mais a política monetária para concluir o trabalho de controle da inflação, apesar de reconhecer que a taxa de juros já parece “modestamente restritiva” em alguns cálculos tradicionais.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.
Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

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