AgroTimes

O futuro do etanol no Brasil e as empresas que estão na vanguarda da transformação do setor

06 nov 2026, 17:07

Depois de multiplicar sua produção nos últimos dez anos, o setor de etanol de milho começa a desenhar quais serão suas próximas avenidas de crescimento.

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Para Amaury Pekelman, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a expansão não dependerá apenas do consumo nos postos de combustível. Novos mercados podem abrir espaço para uma nova fase da indústria.

Entre eles, o presidente da entidade destaca o transporte marítimo.

“Hoje, o grande vetor para crescimento mais rápido é o marítimo”, afirmou ao Money Minds.

Segundo Pekelman, empresas como Copersucar e Inpasa participam dos esforços para viabilizar certificações internacionais e construir demanda junto ao setor naval.

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A aposta vem ganhando força porque o transporte marítimo enfrenta crescente pressão global para reduzir suas emissões de carbono.

SAF continua no radar

Outra frente acompanhada pela indústria é o combustível sustentável de aviação (SAF).

Nesse caso, a visão da Unem é mais cautelosa.

“O SAF tem um custo muito alto. A rota Alcohol-to-Jet (ATJ) demanda muito etanol e ainda é cara”, disse o executivo .

Quem lidera a nova fase do setor

Quando o assunto é inovação, Pekelman destacou dois grupos entre as operações dedicadas ao milho.

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“Na parte de etanol de milho, nas plantas standalone (dedicadas apenas para produção de etanol de milho), FS e Inpasa estão com novas tecnologias e avançando muito”, afirmou.

Já no segmento de usinas flex, que integram cana e milho, os destaques ficaram com São Martinho e Cerradinho.

Segundo ele, as companhias lideram um modelo industrial que permite produzir durante todo o ano utilizando a infraestrutura já existente da cana.

“São empresas que fazem um trabalho fantástico nessa integração”, afirmou.

Meta é ampliar participação do milho

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A expectativa da entidade é que o etanol de milho continue ganhando participação na matriz brasileira de combustíveis.

Segundo Pekelman, o setor pode sair dos atuais cerca de 25% a 30% da produção nacional para algo próximo de 45% em uma década.

Para isso, a indústria aposta em três frentes: aumento das misturas de etanol na gasolina, expansão da demanda doméstica e abertura de novos mercados, especialmente no segmento marítimo.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.

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