Americanas (AMER3) reduz prejuízo no 1T26 para R$ 329 milhões
A Americanas (AMER3) teve prejuízo líquido de R$329 milhões nos primeiros três meses do ano, resultado negativo menor que os R$496 milhões observados no primeiro trimestre de 2025, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira.
O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$15 milhões, ante o resultado negativo de R$26 milhões do primeiro trimestre do ano anterior.
A receita líquida do período subiu 20,2% no período, para R$3,08 bilhões, segundo o balanço.
Americanas vê avanço operacional
A Americanas afirmou que os resultados do primeiro trimestre de 2026 mostram evolução mesmo em um cenário ainda pressionado pelo endividamento das famílias e pela volatilidade macroeconômica.
A companhia destacou avanço de 20% na receita bruta consolidada, impulsionado pela Páscoa recorde, além de melhora de 23,3% no Ebitda ajustado IFRS-16. A empresa também afirmou que retomou o crescimento da operação digital por meio do modelo O2O (online-to-offline), integrado a plataformas de entrega.
Na Páscoa, a Americanas registrou crescimento de 21% nas vendas de ovos de chocolate e afirmou ter atraído mais de 100 milhões de consumidores para lojas, site e aplicativo durante a campanha.
No varejo físico, as vendas em mesmas lojas cresceram 22% no trimestre, enquanto 83% das unidades encerraram o período superavitárias, segundo a companhia.
A empresa também destacou melhora no digital, que deixou de consumir caixa após redução de custos e ganhos de eficiência. O O2O avançou 56% na comparação anual, com forte crescimento das entregas rápidas e retirada em loja, apoiadas pela parceria com o iFood.
A Americanas afirmou ainda que seu programa de fidelidade já soma quase 1 milhão de clientes. Segundo a companhia, consumidores fidelizados têm frequência 3,5 vezes maior e gasto médio 3,1 vezes superior ao dos demais clientes.
Na frente financeira, a varejista informou que seu cartão de crédito já movimentou mais de R$ 1 bilhão em TPV desde maio de 2025.
*Com informações da Reuters