Eneva (ENEV3) vê lucro crescer 35,6% no ano, para R$ 527,7 milhões
A Eneva (ENEV3) reportou lucro líquido de R$ 527,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 35,6% na comparação anual, impulsionado, segundo a companhia, principalmente pelo avanço operacional das térmicas e pelo crescimento do segmento de upstream.
A receita operacional líquida da empresa de energia elétrica somou R$ 4,68 bilhões entre janeiro e março, avanço de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 1,69 bilhão, alta de 10,7% e novo recorde para um primeiro trimestre.
Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado principalmente pelo início da receita fixa da UTE Parnaíba VI, pela maior geração da Jaguatirica II e pelo crescimento das operações de gás natural no upstream.
“O trimestre foi marcado por forte desempenho operacional e comercial, com expansão relevante do Ebitda nas térmicas e no upstream”, afirmou a Eneva no release de resultados, divulgado na noite desta quarta-feira (13).
No segmento de geração térmica do Complexo Parnaíba, o Ebitda cresceu 32,6%, para R$ 322 milhões, beneficiado pela entrada em operação comercial da Parnaíba VI e pela revisão tarifária anual dos contratos regulados.
Em Roraima, a UTE Jaguatirica II teve Ebitda de R$ 381 milhões, salto de 207,4% na comparação anual, com aumento da receita fixa e melhora da margem operacional.
Já o Hub Sergipe registrou Ebitda de R$ 637,5 milhões, avanço de 19,7%, impulsionado principalmente pelo melhor desempenho das operações de trading de gás natural liquefeito (GNL) e pela maior margem na comercialização de gás.
O segmento de upstream também ganhou destaque no trimestre. O Ebitda da operação subiu para R$ 1,16 bilhão, crescimento de 209,2%, refletindo o maior volume de produção de gás natural no Complexo Parnaíba e a retomada das atividades de perfuração.
Por outro lado, algumas divisões seguiram pressionadas. A geração térmica a combustível de terceiros registrou Ebitda negativo de R$ 8,6 milhões, após o encerramento de contratos regulados de algumas usinas no fim de 2025.
A geração solar também permaneceu no vermelho, com Ebitda negativo de R$ 5,4 milhões, afetado pela exposição ao spread de submercados e pelo descasamento horário de preços de energia.
No resultado financeiro, a Eneva reportou despesa líquida de R$ 431,7 milhões, alta de 70,4% na comparação anual. Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente por efeitos cambiais não caixa relacionados ao arrendamento da FSRU de Sergipe e pela maior despesa com juros sobre debêntures e financiamentos.
A dívida líquida consolidada encerrou março em R$ 18,47 bilhões, acima dos R$ 14,41 bilhões registrados um ano antes. A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ficou em 2,8 vezes.
Os investimentos da companhia somaram R$ 2,05 bilhões no trimestre, com destaque para os projetos Azulão 950, a expansão da infraestrutura de liquefação de gás no Maranhão e os ativos térmicos em desenvolvimento.