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Após derrocada do Ibovespa, Itaú BBA atualiza carteira para a bolsa e escolhe 10 ações para investir

29 out 2026, 13:32
Brasil economiaBolsa Brasil ações mercado
Montagem com um fundo de gráfico de ações e a bandeira do Brasil (Imagem do fundo: Bigc Studio/ Canva Pro)

Após a derrocada do Ibovespa (IBOV) no pós-eleições, o Itaú BBA adotou uma postura mais conservadora para a Bolsa brasileira. Mesmo com o valuation considerado atrativo, os estrategistas do banco avaliam que o cenário macroeconômico ainda limita espaço para uma nova reprecificação dos ativos.

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Na última segunda-feira (26), o principal índice da Bolsa brasileira recuou 13,9%, a maior queda diária desde março de 2020, com o mercado ajustando posições com a reeleição ‘surpresa’ de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em múltiplos, o Ibovespa passou a ser negociado a 7,9 vezes o preço sobre lucro (P/L), abaixo da média histórica de 10 anos (10x).

Além disso, cerca de 66,7% das empresas do índice estão abaixo da média de cinco anos, com maior concentração em educação, transporte, saúde e incorporadoras.

Contudo, na visão dos estrategistas, o desconto reflete a perspectiva sobre juros e o cenário macro, não a piora dos fundamentos.

Eles avaliam que cenário macro de 2026–27 lembra o ciclo de 2014-15, com a política monetária como principal diferença. “Se o paralelo se confirmar, o ajuste viria por revisões de lucro, favorecendo empresas de grande capitalização (large caps), setores defensivos e empresas dolarizadas”, destacam Daniel Gewehr, Matheus Marques e Raphael Rosa.

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A bolsa, porém, também apresenta múltiplos menores na base de comparação, de 7,9 vezes agora ante 10,7 vezes ao período de 2014-15, e rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) mais elevada, de 16,5%, contra 7,7% anteriormente.

10 ações para investir agora, segundo o BBA

O Itaú BBA mantém uma alocação equilibrada entre os setores, priorizando empresas de qualidade, com receitas protegidas da inflação, geração consistente de caixa e menor exposição à atividade econômica.

Segundo a análise de retorno total (TRR, na sigla em inglês) do banco, o Ibovespa oferece um retorno potencial de 25% ao ano em um horizonte de três anos, considerando dividendos e recompras de ações, crescimento dos lucros e expansão dos múltiplos.

Mesmo sem uma expansão dos múltiplos, o retorno estimado ainda seria de aproximadamente 16,9% ao ano, sustentado pelo pagamento de dividendos e recompras, que representam 9,4%, e pelo crescimento dos lucros, estimado em 7,6%

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De olho nisso, a estratégia combina ativos defensivos, companhias domésticas com potencial de retorno por meio de dividendos e recompras, empresas com oportunidades de reinvestimento e exportadoras.

Entre os setores com maior preferência do banco, ou overweight, estão energia elétrica e saneamento, mercado de capitais, setor imobiliário — incluindo incorporadoras e shoppings —, transporte e saúde.

Nesta atualização, o banco excluiu as ações da Equatorial (EQTL3), Bradesco (BBDC4), Direcional (DIRR3), BTG Pactual (BPAC11) e Gerdau (GGBR4) da carteira Brazil Buy List.

Sabesp (SBSP3), CPFL Energia (CPFE3), Cury (CURY3), XP (XPBR31) e WEG (WEGE3) foram os papéis incluídos, enquanto Axia (AXIA3), Multiplan (MULT3), Petrobras PN (PETR4), Embraer (EMBJ3) e Rede d’Or (RDOR3) foram mantidos,

Carteira Brazil Buy List atualizada:

AçãoEmpresaSetorPeso no portfólioRecomendaçãoPreço-alvo
SBSP3SabespSaneamento10%CompraR$ 33,10
AXIA3Axia EnergiaEnergia elétrica10%CompraR$ 75,20
MULT3MultiplanShoppings10%CompraR$ 36,00
CPFE3CPFL EnergiaEnergia elétrica10%CompraR$ 52,50
CURY3CuryConstrução5%CompraR$ 44,00
XPBR31XPMercado de capitais10%CompraR$ 22,00
PETR4PetrobrasÓleo e gás15%CompraR$ 64,00
WEGE3WEGBens de capital10%CompraR$ 50,00
EMBJ3EmbraerBens de capital10%CompraR$ 125,00
RDOR3Rede D’OrSaúde10%CompraR$ 53,00
Fonte: Itaú BBA
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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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