Economia

As 5 principais notícias do mercado internacional desta segunda-feira

19 nov 2018, 9:45 - atualizado em 19 nov 2018, 9:59

Por Investing.com – Confira as cinco principais notícias desta segunda-feira, 19 de novembro, sobre os mercados financeiros:

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1. Futuros indicam abertura em baixa.

O mercado de futuros apontam para uma abertura um pouco mais fraca para a semana de negociações encurtada pelo feriado, com os investidores observando mais desenvolvimentos na atual disputa comercial entre os Estados Unidos e a China.

Mercados norte-americanos estarão fechados na quinta-feira devido ao feriado do Dia de Ação de Graças e a sessão de sexta-feira terá meio expediente em Wall Street.

Ânimo do mercado manteve-se cauteloso na esteira da tensão entre o vice-presidente Mike Pence e o presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Papua Nova Guiné no fim de semana. Às 8h35 (horário de Brasília), O índice blue chip futuros do Dow caía 40 pontos, ou cerca de 0,15%, os futuros do S&P 500 mergulhavam 4 pontos, ou cerca de 0,15%, enquanto o índice futuro de tecnologia Nasdaq 100 indicava uma abertura estável.

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Em relação à resultados, L Brands (NYSE:LB), Urban Outfitters (NASDAQ:URBN),Intuit (NASDAQ:INTU), Pure Storage, e Agilent Technologies (NYSE:A) estavam entre as principais empresas programadas para divulgar seus últimos resultados financeiros trimestrais, à medida que a temporada de resultados do terceiro trimestre acaba.

Na Europa, as bolsas começaram a semana com o pé direito.

Mais cedo, na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta.

2. Apple diminui produção de iPhone

A Apple (NASDAQ:AAPL) cortou pedidos de produção nas últimas semanas para todos os três modelos de iPhone lançados em setembro, informou o Wall Street Journal, citando fontes.

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A demanda menor do que a esperada para os novos iPhones e a decisão da Apple de oferecer mais modelos tornou mais difícil antecipar o número de componentes e aparelhos que a empresa precisa, de acordo com o jornal.

A produtora de iPhone chocou os mercados há algumas semanas com uma previsão de vendas abaixo do esperado para o trimestre de Natal, levando vários fornecedores a emitirem alertas que apontavam para uma fraqueza nas novas vendas do iPhone.

As ações, que terminaram na semana passada com queda de mais de 5%, caíram mais 1% nas horas do pré-mercado, para US$ 191,55.

3. Fed cauteloso derruba dólar

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Saindo do mercado de capitais o dólar americano caía contra uma cesta de moedas, aumentando as perdas de sexta-feira em meio à incerteza sobre o ritmo futuro dos aumentos das taxas de juros nos EUA.

índice dólar, que mede a força da moeda frente a uma cesta ponderada de seis principais moedas, tinha queda de 0,15%, para 96,21, seu menor nível desde 8 de novembro.

O dólar foi evitado após comentários cautelosos feitos pelo vice-presidente da Reserva Federal Richard Clarida na sexta-feira, que disse ter visto algumas evidências de que o crescimento global está desacelerando.

Clarida também observou que as as taxas de juros estão se aproximando das estimativas do Fed de uma taxa neutra, e acrescentou que o banco central precisa ser dependente de dados ao aumentar as taxas no futuro.

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Separadamente, o diretor do Dallas Fed, Robert Kaplan, disse na sexta-feira que está vendo uma desaceleração do crescimento na Europa e na China.

Os comentários foram vistos como uma indicação de que o Fed pode interromper suas altas de juros mais cedo do que o previsto.

O presidente do Fed de Nova York, John Williams falará mais tarde nesta segunda-feira e os investidores estarão esperando para ver se ele reflete o mesmo tema que seus colegas.

Os formuladores de políticas devem aumentar as taxas de juros no mês que vem pela a quarta vez em 2018 e atualmente têm planos para mais três aumentos de juros em 2019.

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No mercado de títulos, os preços do Tesouro americano caíram, impulsionando os rendimentos mais altos ao longo da curva, com o rendimento de 10 anos de referência subindo para 3,09%.

4. Turbulência sobre o Brexit Persiste

A incerteza sobre um bom acordo Brexit permanece em primeiro plano.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, tentará conquistar o apoio de empresários para seu controverso projeto de acordo de separação da União Européia na segunda-feira, quando os dissidentes de seu próprio partido tentam desencadear um desafio de liderança.

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May defenderá seu plano, que provocou um êxodo de ministros na semana passada, em um discurso na conferência anual do grupo de lobby de negócios da CBI, dizendo que a Grã-Bretanha iria embarcar em uma semana intensa de negociações sobre o Brexit para tentar discutir os detalhes de sua futura relação com a UE.

“Agora temos uma semana intensa de negociações à nossa frente, no período que antecede o Conselho Europeu especial no domingo”, dirá May, de acordo com trechos adiantados.

A UE deve realizar uma cúpula para discutir o acordo em 25 de novembro.

A libra subiu 0,2%, para 1,2860 contra o dólar GBP/USD e ganhou 0,2% contra o euro, para 0,8882 EUR/GBP.

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5. Petróleo sobe em meio às expectativas de corte de suprimento da OPEP

Em relação às commodities, o petróleo subiu cerca de 1% em meio a expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reduza a produção no mês que vem para diminuir a oferta e sustentar os preços.

Contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate subiram 51 centavos, ou aproximadamente 0,9%, a US$ 56,97 o barril. Os futuros internacionais de petróleo Brent avançaram 21 centavos, ou 0,3%, para US$ 66,97 por barril.

Representantes da Opep vêm fazendo declarações públicas cada vez mais freqüentes de que o cartel e seus parceiros começarão a reter o petróleo bruto em 2019 para estabilizar o mercado. A Arábia Saudita, líder de fato da OPEP, quer que o cartel reduza a produção em cerca de 1,4 milhões de barris por dia (bpd), de acordo com relatórios divulgados na semana passada.

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Apesar disso, o sentimento do mercado continua fraco, em meio a sinais de alta da produção de petróleo nos EUA Os preços globais do petróleo perderam cerca de um quarto de seu valor desde o início de outubro, no que se tornou uma das maiores quedas desde o colapso dos preços em 2014, com o aumento da oferta e a expectativa de uma demanda vacilante assustando os investidores.

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