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Jalles (JALL3): BTG volta atenções para produtividade em 2026/2027; vale comprar?

27 jun 2026, 10:30 - atualizado em 26 jun 2026, 17:18
jalles jall3
(Foto: Divulgação)

A safra 2025/26 trouxe desafios importantes para a Jalles (JALL3). A combinação de menor produtividade agrícola e queda nos preços do açúcar pressionou os resultados da companhia, ainda que os preços mais elevados do etanol tenham ajudado a sustentar a rentabilidade do setor.

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Em relatório, o BTG Pactual manteve recomendação neutra para os papéis da empresa, com preço-alvo de R$ 5,00, destacando que a recuperação da produtividade agrícola será o principal fator a ser acompanhado pelos investidores.

Segundo o banco, a política de hedge da Jalles conseguiu proteger parte relevante da produção de açúcar da queda das cotações internacionais. Atualmente, cerca de 85% da produção esperada já está travada a preços superiores aos praticados no mercado, reduzindo os riscos de novas pressões vindas da commodity.

Apesar disso, a recuperação dos canaviais ocorreu em ritmo mais lento do que o esperado, o que continuou limitando o desempenho operacional da empresa.

Para a safra 2026/27, a Jalles projeta crescimento de 10% na moagem de cana-de-açúcar, impulsionado principalmente pela melhora dos rendimentos agrícolas. A produção total de ATR (Açúcar Total Recuperável) deve avançar 8,5%.

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O mix de produção também deve mudar. A companhia pretende ampliar a participação do etanol de 53,6% para 59,0%, refletindo a expectativa de preços mais pressionados para o açúcar e um ambiente mais favorável para os biocombustíveis.

No quarto trimestre, a empresa aproveitou os preços mais elevados do etanol para acelerar as vendas do produto e reduzir estoques. O movimento contribuiu para um EBITDA de R$ 335 milhões e para uma alavancagem considerada confortável, com relação dívida líquida/EBITDA de 1,3 vez.

O BTG também destacou que as projeções de investimentos recorrentes vieram abaixo das estimativas do mercado, enquanto o capex de expansão foi mantido em R$ 143 milhões.

Para o banco, embora a estratégia de proteção de preços ofereça visibilidade aos resultados, a tese de investimento da Jalles continua dependente da recuperação da produtividade agrícola. Diante desse cenário, o BTG manteve sua recomendação neutra para as ações da companhia.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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