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As ‘pechinchas’ da Bolsa, segundo Christian Keleti, da AlphaKey: ‘Melhor janela desde Dilma’

21 ago 2026, 6:30
christian kellett
(Imagem: Market Makers)

Bastaram 11 pregões para o mercado perder R$ 306 bilhões, ou 6,2% de seu valor. Isso equivale praticamente a uma Vale (VALE3), com R$ 304,5 bilhões.

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Além do aumento do risco-país, com a inflação ainda alta, enquanto os juros estão na casa dos 14%, o mercado coloca no preço a possibilidade de reeleição do presidente Lula, considerado mais ‘gastador’ e, consequentemente, um nome visto como menos favorável para o ajuste das contas públicas do país.

Se é possível enxergar algum lado positivo nessa história, é que o mercado puniu quem devia e quem não devia, criando oportunidades.

Segundo o gestor Christian Keleti, da AlphaKey, a janela para compra é uma das melhores dos últimos 10 anos, não vista desde a era Dilma Rousseff, quando o Brasil estava em recessão.

“Eu vejo uma simetria que eu não via, pelo menos, há uns 10 anos, quando a gente teve o estresse da Dilma”, disse, em entrevista ao Money Times.

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“Tirando a pandemia, que eu não comparo. Por quê? Porque não tinha dia seguinte na pandemia, você não sabia o que ia acontecer. Então, não acho que é uma janela de observação comparável”, completa.

As apostas de Keleti

Na carteira do gestor, as elétricas têm destaque. Segundo ele, as empresas do setor dois anos atrás chegaram a níveis de desconto elevados em relação aos títulos de renda fixa NTN-B, os famosos Tesouro IPCA+. Porém, hoje elas possuem uma vantagem: são privatizadas.

“No caso da Copasa (CSMG3), ela passou por um processo de privatização. Isso é muito positivo. A Eletrobras, a Axia (AXIA3), também não era.”

Nos seus cálculos, hoje a empresa possui potencial de distribuir dividendos entre 10% e 15%.

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“Naquela época, dois anos atrás, não tinha. A Copel (CPLE6), muito parecida, tem o potencial de distribuir dividendos de 10%.”

A Equatorial chegou também a um desconto muito parecido em relação às NTN-Bs, mas com uma diferença: ela não tem o dividendo, porque está crescendo e investindo dinheiro em saneamento, com a compra de participações em Sabesp (SBSP3) e Copasa.

Shoppings e construção civil

Outros papéis que entram no radar do gestor são os de shopping centers. Segundo ele, o setor oferece uma combinação de retorno acima da inflação de 12% a 15%.

“A Allos (ALOS3), que é a que eu mais tenho. Por quê? Porque tem uma combinação de crescimento de dividendos muito alta, mais um retorno de em torno de 4 pontos acima da NTN-B”, diz.

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Ele também diz que Iguatemi (IGTI11) e Multiplan (MULT3) estão muito baratas, “mas não têm o dividendo que as outras têm”.

“Então, eu particularmente prefiro, apesar de ter uma exposição a shoppings mais de classe média, a Allos pelo dividendo. O carrego é muito positivo.”

Ele cita também Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3), “empresas que estão a cinco, seis vezes o lucro, só que vão pagar 10% a 15% de dividendo”.

“E o programa Minha Casa, Minha Vida ou Casa Verde e Amarela, independentemente de quem ganha, vai continuar, e eu não acho que a desaceleração será grande.”

Exportadoras

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Para a Vale, Keleti não está tão animado. Em petróleo, a “Petrobras (PETR4) tem uma janela muito boa”, enquanto a Prio (PRIO3) chegou à produção-teto no momento e pode pagar bons dividendos.

Celulose e agronegócio são outros setores dos quais o gestor prefere ficar de fora agora.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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